Monthly Archives: Maio 2013

Dica de Leitura – O Retorno do Jovem Príncipe

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Um homem está viajando pela Patagônia quando vê um adolescente dormindo à beira da estrada, numa região deserta, e resolve ajudar. Ao tentar saber quem é o adolescente, o homem percebe que ele quase nunca responde às suas perguntas, e questionava sobre várias coisas. Após ouvir sobre outro planeta, uma rosa, um carneiro e seu amigo aviador, o homem logo percebe que não se trata de um adolescente qualquer, mas um príncipe que veio à Terra outra vez.

Durante a viagem de três dias, os dois dialogam sobre questões existenciais. Dúvidas sobre o que é um problema e como resolvê-lo, o que fazer para não se tornar uma pessoa séria, o segredo da felicidade, a amizade, o amor. Temas que, à medida que crescemos, vamos deixando para trás.

Ao chegar à cidade onde os amigos do homem o aguardavam, o jovem príncipe vai ajudar uma pessoa necessitada. Na manhã seguinte os dois viajantes se encontram novamente, e se separam. O homem sentiu que sua vida havia se transformado em apenas três dias.

Inspirado no clássico de Saint-Exupéry, esse livro busca responder à pergunta: E se o Pequeno Príncipe viesse ao mundo nos dias de hoje? O autor, o poeta argentino Alejandro G. Roemmers, usa a mesma poética e consegue resgatar a personalidade do pequeno príncipe.

Quem já leu “O Pequeno Príncipe” irá se encantar também com “O retorno do Jovem Príncipe”. Ambos os livros fazem parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

“Cem manuais sobre o amor não valem um único beijo, nem cem discursos sobre o amor, um único gesto amoroso.” (Página 51)

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Dica de Leitura – A Sombra do Vento

“Um livro é um espelho e só podemos encontrar nele o que carregamos dentro de nós” (página 396)

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Barcelona, 1945. Daniel Sempere, próximo de seus 11 anos, acorda assustado de madrugada, pois não consegue se lembrar do rosto de sua mãe falecida. O pai o leva a um misterioso lugar no coração histórico da cidade: o Cemitério dos Livros Esquecidos. Conhecido por poucos na cidade, é uma biblioteca secreta que funciona como depósito de obras abandonadas pelo mundo. É lá que Daniel encontra um exemplar de A Sombra do Vento, de Julián Carax.

Daniel lê o livro depressa, e fica fascinado. Deseja ler mais livros do autor, e descobre que quase ninguém conhece Carax, e que os poucos livros escritos foram caçados, comprados ou roubados, e queimados por alguém de identidade desconhecida. Daniel é perseguido por um homem estranho, que lhe propõe a compra de A Sombra do Vento. Ele esconde o livro novamente no Cemitério dos Livros Esquecidos, e resolve descobrir o paradeiro de Julián Carax. Começa uma grande aventura que atravessa as fronteiras do tempo e da imaginação, onde Daniel conhece a vida cheia de mistérios, amores, tragédias e livros queimados do autor.

É uma narrativa de ritmo eletrizante, escrita em uma prosa poética e irônica. O enredo mistura gêneros, como o romance e a aventura. O livro trás todos os mistérios da vida de Carax e, no final, o autor ata todas as pontas. A Sombra do Vento é um livro incansável, impossível de largar. E uma grande homenagem ao poder dos livros.

“A Sombra do Vento” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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21/05 – Dia da Língua Nacional

Talvez não pareça importante uma homenagem à língua que utilizamos a todo momento, porém, uma língua não é algo tão banal quanto parece ser.

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, língua é um “sistema de representação constituído por palavras e por regras que as combinam em frases que os indivíduos de uma comunidade lingüística usam como principal meio de comunicação e de expressão, falado ou escrito.”

A língua é abstrata, só se torna concreta quando é usada por alguém no processo de comunicação.

História

Todas as línguas estão sempre se modificando e evoluindo com o tempo. A língua portuguesa originou-se do latim, e na Idade Média surgiram as línguas neolatinas, como o espanhol, francês, italiano, português, entre outras. O português desenvolveu-se na península Ibérica, e era bastante diferente de como falamos hoje. Ele  ganhou sua forma “atual” por volta do século 16, encontrando sua maior expressão escrita em “Os Lusíadas”, poema épico de Luís de Camões.

O português no Brasil recebeu a influência e a contribuição de diversas outras línguas, principalmente do tupi – falado pelos indígenas -, e do ioruba – dos africanos trazidos como escravos. Nos séculos 19 e 20, nossa língua foi influenciada por: francês, alemão, italiano, holandês e espanhol. A influência do inglês se fez sentir entre o fim do século passado e o atual.

No Brasil, além do Português, temos também como língua oficial a LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. Ela é reconhecida como meio legal de comunicação e expressão entre as comunidades de pessoas surdas, por decreto assinado em dezembro de 2005. A LIBRAS não é a simples gestualização da língua portuguesa, e sim uma língua à parte, com gramática completa.

No presente, além de Portugal e do Brasil, o português é a língua nacional de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, e Timor Leste. Trata-se da sexta língua mais falada no mundo contemporâneo. Ela é um patrimônio comum a mais de 200 milhões de falantes no mundo inteiro.

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Gramática e Acordo Ortográfico

Gramática é o “conjunto de prescrições e normas que determinam o uso correto da língua escrita e falada.”, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

Em 2008 concluiu-se o mais recente Acordo Ortográfico, que pretende padronizar e unificar o modo de se escrever as palavras do português nos países em que hoje ele é falado.

CPLP

A Comunidade dos Países da Língua Portuguesa – CPLP – foi criada em julho de 1996, para o aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os seus membros. A Organização tem como objetivos gerais: a concertação político-diplomática entre seus estados membros; a cooperação em todos os domínios (como: educação, tecnologia, saúde); e a materialização de projetos de promoção e difusão da língua portuguesa.

Importância de conhecer bem a Língua

Em nosso dia-a-dia, precisamos nos comunicar com muitas pessoas, pelos mais diversos motivos. Em algumas dessas interações, caso haja algum mal-entendido, não há problema. Mas em outras, a falta de um acento ou uma vírgula no lugar errado, podem fazer toda a diferença. É muito importante a utilização correta da língua materna.

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Dica de leitura – O Pequeno Príncipe

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“O essencial é invisível aos olhos.”

Um piloto sofre um acidente no deserto do Saara. Lá, no meio do nada, aparece um homenzinho, que lhe pede para desenhar um carneiro. Assim o piloto conhece o pequeno príncipe. Nos dias seguintes, enquanto conserta seu avião, tenta descobrir quem era ele e de onde veio. O principezinho fazia muitas perguntas, e parecia não escutar as do piloto, são palavras ao acaso que revelam sua história. O piloto e o príncipe se tornam amigos.

Embora, muitas vezes, seja considerado um livro para crianças, é, na verdade, livro para os adultos. Afinal, todos trazemos dentro de nós o menino ou a menina que éramos. “O Pequeno Príncipe” pode parecer simples, porém, possui um grande teor poético e filosófico, com temática existencialista, e mostra uma visão diferente de mundo. Retrata a maneira como nos tornarmos adultos: entregues às preocupações diárias, e esquecidos da criança que fomos.

O livro se tornou um clássico. Foi publicado pela primeira vez em 1943, e em setenta anos já foi traduzido para mais de 200 línguas. No Brasil, segundo a editora, a obra vende 300 mil exemplares por ano. O autor, Antoine de Saint-Exupéry, era um piloto francês, e teve a inspiração para o livro depois de um acidente que sofreu com o seu mecânico, em dezembro de 1935, no deserto do Saara. Eles passaram alguns dias com sede, tendo miragens, e quase morreram, até que foram resgatados por beduínos.

A história do pequeno príncipe atravessa gerações e oceanos. Desde a publicação, a história já foi contada também de outras formas: série de desenho animado, animação computadorizada, e uma série em quadrinhos. O sucesso no Japão foi tanto, que há um museu dedicado ao Pequeno Príncipe.

No livro, o pequeno príncipe some da Terra depois de um encontro com a serpente. Na vida, o autor desaparece misteriosamente em uma missão aérea em 1944, um ano depois de lançar o livro.

“O Pequeno Príncipe” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Vale a pena ler e reler várias vezes, para nunca deixarmos a nossa criança interior adormecida, esquecida, diante da correria do nosso dia-a-dia. Boa (re)leitura!

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Exposição – Gramática Ilustrada

Venha visitar exposição Gramática Ilustrada, do professor e artista Rocho (Filipi Amorim)!

A  exposição estará aberta ao público até o dia 03 de Junho,  na Biblioteca Padre Elemar Scheid – Unidade Jaraguá do Sul.

Prestigie!

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Feliz Dia das Mães!

A Biblioteca Padre Elemar Scheid parabeniza todas as mães e deseja muitas felicidades, sejam elas mães de sangue ou por adoção, avós, tias, madrinhas, ou amigas!

dia das maes

 Nosso acervo possui vários livros sobre amor materno, relação entre filhos e mães, educação de filhos, e literatura infantil e infanto-juvenil. Seguem algumas sugestões para filhos leitores e mães leitoras:

 

é a cara da mãe

É a cara da mãe (Roddy Doyle)

“Vencedor do Booker Prize, Roddy Doyle assina seu primeiro texto infantil. A mãe de Siobhán morreu quando ela era bem nova. Com tristeza, ela se lembra de brincar com a mãe dela cozinhando e penteando seus cabelos, mas não do seu rosto. Um dia, porém, uma mulher muito bonita lhe dá um conselho que pode mudar a vida não só de Siobhán, mas também de seu pai, para sempre.”

 

 

a mãe da menina e a menina da mãe

A mãe da menina e a menina da mãe (Flávio de Souza)

“Este livro fala sobre o relacionamento entre mãe e filha. A mãe vivia irritada, reclamava dos afazeres, dos filhos que lhe davam muito trabalho. Um dia a filha achou uma foto antiga e amarelada da menina que a mãe tinha sido. E, no Dia das Crianças, a filha presenteou a mãe com um bloco de desenho e uma caixa de lápis de cera. Coincidentemente, a mãe havia feito um desenho para filha. E assim , a menina que morava na mãe presenteava a mãe que morava na menina.”

 

 

 

Mãe (Guto Lins)

“Mãe não é uma, são várias. É tia, avó, madrinha, colo, país, platéia… O que mãe quer mesmo é só o melhor para os filhos. Nesse livro, conhecemos os detalhes, as preocupações e as alegrias do universo materno, carinhosamente escrito e ilustrado por Guto Lins. Mãe faz parte da Coleção Família.”

 

 

 

 

A vida da porta da geladeira (Alice Kuipers)

Esse livro já sugerimos aqui no blog! Veja em: https://bibliocatolicasc.wordpress.com/2013/04/16/dica-de-leitura-a-vida-na-porta-da-geladeira/

 

 

 

Cartas à mãe: direto do inferno. (Ingrid Betancourt, Ingrid; Lorenzo Delloye-Betancourt; Mélanie Delloye-Betancourt)

“De repente, Ingrid Betancourt, cativa na selva colombiana há cinco anos e nove meses, dava sinal de vida – numa longa carta à sua mãe Yolanda e à sua família, escrita num só fôlego, a refém dos guerrilheiros, no fim das forças, procura dizer o essencial. Sua mensagem, aqui apresentada pelos filhos, é uma vibrante declaração de amor, bem como um libelo pela liberdade à altura dos grandes textos da História. Em resposta, sua filha, Mélanie, que mobiliza opinião pública e governantes desde os 16 anos de idade para salvar a mãe, junto com seu irmão Lorenzo, envia-lhe uma mensagem digna e pungente. Essas duas cartas falam direto ao coração, resumindo por si sós toda a dor e grandeza do homem.”

 

 

 

Um amor conquistado: o mito do amor materno (Elisabeth Badinter)

“Será o amor materno um instinto, uma tendência feminina inata, ou depende, em grande parte, de um comportamento social, variável de acordo com a época e os costumes? É essa a pergunta que Elisabeth Badinter procura responder neste livro, desenvolvendo para isso uma extensa pesquisa histórica, lúcida e desapaixonada, da qual resulta a convicção de que o instinto  materno é um mito, não havendo uma conduta materna universal e necessária.”

 

 

 

A mãe minuto: a forma mais rápida de você ajudar seus filhos a aprenderem a gostar de si mesmos e a quererem se comportar da maneira adequada (Spencer Johnson)

“O símbolo da Mãe-Minuto – o mostrador de um moderno relógio digital marcando um minuto – tem a intenção de fazer lembrar a cada um de nós que devemos reservar um minuto, várias vezes no decorrer de nossos dias, para olhar nos rostos de nossos filhos.”

 

 

Tenha um feliz Dia das Mães e boa leitura!

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Dica de Leitura – O Velho e o Mar

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Santiago é um velho e pobre pescador cubano. Está em uma “maré de azar”: não pesca nada há 84 dias. Seu ajudante, o jovem Manolin, foi obrigado pelos seus pais a deixá-lo, para trabalhar com outro pescador.

No 85º dia de sua saída para o mar, Santiago, querendo provar aos outros e a si mesmo que ainda é um bom pescador, finalmente consegue que a isca seja fisgada por um peixe. Logo percebe que se trata de um peixe grande, pesado e resistente, pois arrasta a canoa de Santiago cada vez mais para alto mar. Era de um tamanho descomunal: tinha cerca de cinco metros de comprimento e 700 kg. O pescador sofre com o sol, e tem as mãos abertas por feridas, de tanto lutar com peixe. Com pouca água para beber, alimenta-se de golfinhos e peixes voadores.

À medida que o combate se desenvolve, Santiago, na solidão do alto-mar, faz seu monólogo interior, em que fala de suas dúvidas, suas angústias, seus sonhos e pensamentos. Sente os músculos rijos, as mãos úmidas de sangue, a boca salgada e com gosto de carne crua. Pensa em sua sobrevivência, mas também na do peixe. Está fraco, mas luta em seu próprio favor.

Depois de três dias, Santiago consegue finalmente matar o peixe e amarrá-lo à sua canoa. Porém, no retorno, o pescador sofre com ataques de tubarões. Consegue matar os primeiros que aparecem, contudo, sem mais ferramentas e quase sem força, não teve como evitar que outros tubarões atacassem a carne do peixe. Quando finalmente conseguiu chegar à praia, só restava a espinha do peixe. Santiago foi para seu casebre, fraco, e Manolin o ajuda a se recuperar. Os outros pescadores, vendo tamanho peixe – o maior que alguém já havia pescado -, passam a respeitar o velho pescador.

“O Velho e o Mar” foi escrito em 1951, com um estilo ágil e nervoso. Explora os limites da relação entre o ser humano e o mar, e a luta pela sobrevivência. Dois anos após a publicação desse livro – que se tornou um clássico da literatura – Ernest Hemingway recebeu o prêmio Nobel de Literatura.

“Mas o homem não foi feito para a derrota […] Um homem pode ser destruído mas nunca derrotado.” (página 109)

Gostou? “O velho e o mar” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Dica de leitura – O livro de ouro da mitologia: histórias de deuses e heróis

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“As religiões da Grécia e da Roma antigas desapareceram. As chamadas divindades do Olimpo não têm mais um só homem que as cultue, entre os vivos. Já não pertencem à teologia, mas à literatura e ao bom gosto. Ainda persistem, e persistirão, pois estão demasiadamente vinculadas às mais notáveis produções da poesia e das belas artes, antigas e modernas, para caírem no esquecimento.” (Tomas Bulfinch)

O livro traz várias histórias dos deuses, semideuses e heróis da mitologia grega e romana, e inicia com informações sobre como os gregos entendiam a estrutura do universo. Algumas explicam fenômenos naturais ou nomes de animais e flores. O autor também apresenta algumas histórias da mitologia nórdica, escandinava, egípcia, oriental e hindu. Os textos foram escritos na forma de conto, são diretos e fluídos, o que torna a leitura agradável.

Apolo, Hércules, Narciso, Pandora, Diana, Midas, Cupido, Minerva, Medusa, Teseu, Baco, Orfeu, Juno, Atlas, e muitos outros, são personagens cujas histórias encantam o leitor, que adquire conhecimentos essenciais para a sua formação cultural.

Gostou? A Biblioteca Padre Elemar Scheid tem esse livro em seu acervo, e também outros títulos com histórias de mitologia. Boa leitura!

Já leu esse livro? Comente aqui dando sua opinião sobre ele!

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