Monthly Archives: Setembro 2013

Dica de autores – Vinícius de Moraes

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Em 19 de outubro de 1913, nasceu, no Rio de Janeiro, Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes, o Vinicius de Moraes. Sempre teve contato com poesia. Em 1933 se formou em Direito e teve seu primeiro livro publicado: “O caminho para a distância”. Estudou Literatura Inglesa na Universidade de Oxford, mas não concluiu devido ao início da Segunda Guerra Mundial. Entrou para o Itamaraty na década de 40, trabalhou como diplomata por muitos anos, morou nos Estados Unidos, em Paris e em Montevidéu. Paralelamente, escrevia, publicava seus livros, compunha músicas, fazia shows . Tinha uma vida boêmia, regada, principalmente, a uísque.  Conhecia muitos artistas, faziam festas, formavam parcerias. A lista de parceiros musicais de Vinicius é vasta, entre eles estão: Tom Jobim, Baden Powell, Chico Buarque, Carlos Lyra, Edu Lobo e Toquinho. O poeta teve nove casamentos, e cinco filhos. Faleceu em 09 de julho de 1980, no Rio de Janeiro, na companhia de Toquinho e de sua última mulher.

A poesia de Vinicius de Moraes teve duas fases. A primeira é marcada principalmente pela dicotomia entre os princípios cristãos (nos quais o poeta foi educado) e o prazer da carne. Na segunda, o tema é o amor. Na fase inicial, há versos longos e melancólicos, na outra, a linguagem é mais objetiva e coloquial. Ficou conhecido como um dos poetas que mais conseguiu colocar em palavras o sentimento do amor. O livro “A arca de Noé”, traz poemas escritos para crianças.

É de Vinicius aqueles versos “Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure”, no Soneto da Fidelidade. É dele e de Toquinho a autoria da música Aquarela: “Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo…”. De Vinicius e Sergio Bardotti a também tão cantada A casa – “Era uma casa muito engraçada / Não tinha teto, não tinha nada…”. Garota de Ipanema, conhecida internacionalmente, é de Vinícius e Tom Jobim. Não há como não dizer que ele é um dos maiores poetas e letristas do Brasil.

Este ano é o centenário do nascimento de Vinicius de Moraes. Projetos e eventos estão sendo realizados em todo o Brasil. Serão publicados livros e lançados discos.

A Biblioteca Padre Elemar Scheid possui em seu acervo vários livros de autoria de Vinicius, e também o livro “Vinicius de Moraes: o poeta da paixão: uma biografia”, de José Castello, que mostra – de forma detalhada e fragmentada – a vida do poeta. Boa leitura!

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Dica de leitura – As cidades invisíveis

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Marco Polo era um mercador do século 13. Foi para a China com seu pai e seu tio, e por lá ficaram cerca de 17 anos, percorrendo vários lugares a serviço do imperador Kublain Khan.  No livro “As cidades invisíveis”, Ítalo Calvino cria diálogos entre Marco Polo e Kublain Khan. Como o imperador não podia ver com seus próprios olhos toda a extensão de seus domínios, o viajante falava sobre os lugares.

Os relatos de Marco Polo vão além de uma simples descrição a partir dos conceitos geográficos: as cidades se transformam em um símbolo complexo da existência humana. As cidades fogem da análise racional: trazem surpresas e revelações, que o leitor percebe quando olha as ambiguidades – oscilações inerentes à condição humana.  O ideal não é percorrer fisicamente as cidades, mas com o pensamento, o espírito em movimento, e um olhar investigador. Todas têm nome de mulher, e são vários os temas em que são divididas: “as cidades e o céu”, “as cidades e a memória”, “as cidades e o mortos”, entre outros.  O império parece sem fim e sem forma, em ruínas, mas em constante construção.  As cidades invisíveis são metáforas de nossas construções mentais, e nossa memória é que dá valor e significado a elas.

O autor tem estilo arejado, e seus textos são concisos e densos, escritos com leveza e exatidão. O livro, que ganhou o “Prêmio Jabuti 1993 de Melhor Produção Editorial de Obra em Coleção”, faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Livros que viraram filmes – A hora da estrela

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Rodrigo S.M. é o narrador da história, que à medida em que vai contando a história da Macabéa, vai falando sobre si mesmo, e sobre o processo de criação de um personagem.

Macabéa é uma alagoana de dezenove anos, sem instrução, virgem, e que sonhava em se tornar estrela de cinema. Seus pais morreram quando ela era muito nova, e foi criada por uma tia freira. Divide um quarto com três moças, no Rio de Janeiro. Trabalha como datilógrafa em uma firma de representantes de roldanas, mas o patrão está prestes a demiti-la, pois errava muito. Ela é desprovida de encantos, e quase não se comunica com os outros. Gosta de ouvir rádio, sempre escuta o programa “Você Sabia?”, mas não sabe o que fazer com as informações que ouve. Numa tarde chuvosa, conhece Olímpico de Jesus, paraibano e metalúrgico. Macabéa pensa em casamento, mas Olímpico se preocupa com seu futuro na política. Não há muito diálogo entre o casal, ela não sabe o que dizer – nem tem o que dizer -, e ele se acha superior. Olímpico conhece Glória, colega de trabalho de Macabéa, mais bonita e com mais condições. Ambicioso, troca a alagoana pela amiga dela. Glória, querendo ajudar Macabéa, empresta-lhe dinheiro para ir a um médico e a uma cartomante. O médico a diagnostica com tuberculose. Madama Carlota, a cartomante, vendo a vida triste da moça, mente dizendo que ela encontrará um estrangeiro rico, com quem será feliz. Porém, ao atravessar a rua, a alagoana terá seu triste fim. Essa é a hora da estrela.

Nesse livro, Clarice Lispector escreve sentindo que a morte está próxima, põe um pouco de si nos personagens Macabéa e Rodrigo, e mostra suas angústias. Publicado pela primeira vez em 1977, virou filme em 1985.

O livro “A Hora da Estrela” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Exposição – “Paisagens dos países da antiga Iugoslávia”

A Biblioteca Padre Elemar Scheid, em Jaraguá do Sul, está com mais uma exposição!

“Paisagens dos países da antiga Iugoslávia” é formada por fotografias de Luizildo Pitol Filho, professor na Instituição. A mostra vai até o dia 24 de outubro.

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Prestigie a exposição!

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Dica de autores – Mario Quintana

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Mario Quintana era poeta, jornalista e tradutor. Nasceu em Alegrete (RS), em 30 de julho de 1906. Cursou o Colégio Militar de Porto Alegre, trabalhou na farmácia de seus pais, depois voltou a Porto Alegre e trabalhou em livrarias e jornais. Traduziu mais de trinta livros, incluindo grandes nomes da literatura francesa, como Marcel Proust, Virginia Woolf e Adous Huxley. Em 1940, lançou “A Rua dos Cata-ventos”, seu primeiro livro de poesias. Publicou mais de vinte livros, com poemas e sonetos, e também várias antologias. Tentou entrar na Academia Brasileira de Letras – ABL, mas não conseguiu votos suficientes. Escreveu “Poeminha do Contra”, resposta bem-humorada e sarcástica. Quando finalmente foi convidado a entrar na ABL, recusou. Recebeu vários prêmios literários. Mario Quintana não se casou, nem teve filhos. Era solitário e introvertido, viveu grande parte da vida em hotéis. Faleceu em 05 de maio de 1994, em Porto Alegre, aos 87 anos.

Quintana não se preocupava com a crítica, falava que fazia poesia porque “sentia necessidade”. São vários os temas de seus escritos, entre eles o cotidiano, o passado, a morte, e a infância. Ele se expressa de uma maneira simples e com ternura, mas ao mesmo tempo é realista e crítico. Seus textos são carregados de humanismo, humor irônico, melancolia, pureza e nostalgia.  São poemas geralmente curtos, alguns com versos livres, outros metrificados.

Apesar do êxito popular, o poeta teve seu reconhecimento tardio por parte da crítica literária. Consagrado, é um dos poetas mais admirados e lidos do Brasil.

 

POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão

Atravancando o meu caminho,

Eles passarão.

Eu passarinho!

 

A Biblioteca Padre Elemar Scheid tem em seu acervo alguns livros de Mário Quintana.

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Para quem deseja conhecer mais sobre o poeta, a Biblioteca tem o livro “A Porto Alegre de Mário Quintana”, com belíssimas fotos de Liane Neves, poemas de Quintana, e textos de pessoas próximas a ele.

Boa leitura!

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Bienal do Livro Rio 2013

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A Bienal do Livro do Rio de Janeiro é um dos maiores eventos literários do país.  É uma festa direcionada para pessoas de todas as idades, cujo astro principal é o livro.

A edição deste ano começou no dia 29 de agosto e vai até 08 de setembro. Há um salão de negócios, e espaços dedicados aos jovens, aos adolescentes e às crianças. A literatura de futebol é colocada em pauta, e o país homenageado é a Alemanha. Participa da bienal um grande número de autores internacionais, entre eles: Mia Couto, Nicholas Sparks,  John Freeman, Nuno Camarneiro, Corey May, e Matthew Quick.

Para maiores informações, acesse: http://www.bienaldolivro.com.br/

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