Monthly Archives: Fevereiro 2014

Livros que viraram filmes – Sete Anos no Tibet

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Heinrich Harrer era um montanhista, investigador, geógrafo e escritor austríaco. No ano de 1939, em uma expedição ao Nanga Parbat, Harrer e seus colegas foram presos pelo exército britânico, logo no início da Segunda Guerra Mundial. Em 1944, alguns conseguiram fugir da prisão na Índia, e Harrer e Peter Aufshnaiter atravessaram as montanhas do Himalaia até o Tibet. Enfrentaram rejeições, baixas temperaturas, ladrões, e outros perigos.

Depois de dois anos chegaram a Lhasa, a Cidade Proibida. Os dois europeus estavam maltrapilhos e famintos, e foram acolhidos pelas autoridades tibetanas. Com o tempo, foram ganhando confiança. Aufshnaiter, por seus conhecimentos em agronomia, foi chamado algumas vezes para ajudar nas questões referentes a isso. Harrer tinha conhecimentos de ciências em geral, e dava aulas para crianças. Nessa época, ambos já estavam falando bem a língua tibetana.

A pedido do XIV Dalai Lama, Harrer montou uma sala de cinema no palácio Potala, e filmava e fotografava vários momentos da vida em Lhasa. O austríaco foi contratado como professor e preceptor do Dalai Lama. O jovem era muito inteligente e ávido por conhecimento, e fazia muitas perguntas ao seu professor. Os dois viveram uma profunda amizade, e a Harrer foi concedido acesso a lugares, cerimônias e costumes que raramente foram testemunhadas por ocidentais.

No ano de 1950, os chineses invadiram o Tibet, e muitos tibetanos foram para a região do sul. Harrer ainda tinha esperanças de voltar a Lhasa em breve, mas infelizmente isso não ocorreu. Ele voltou à Áustria e documentou esse período de sua vida em dois livros: “Sete anos no Tibet” e “Lost Lhasa”. Harrer e o Dalai Lama permaneceram amigos até o falecimento do austríaco, em 2006.

Em “Sete anos no Tibet”, o autor também conta sobre os tibetanos e a vida em Lhasa: os rituais budistas, as moradias, a alimentação, o lazer e os jogos, e a alegria e a simplicidade do povo. Harrer era um dos ocidentais que conheceu intimamente o Tibet, e seu livro é um relato interessante sobre o “teto do mundo” em uma determinada época.  O livro foi traduzido para mais de 50 idiomas, e teve milhões de cópias vendidas. Em 1997 foi adaptado para o cinema.  “Sete Anos no Tibet” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Pequenas Porções de Leitura

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Exposição – “O verso do inverso”

A Biblioteca Padre Elemar Scheid, em Jaraguá do Sul, inicia as exposições desse ano com a mostra “O verso do inverso”, do artista Lucas Felipe Krutsch. A exposição inicia amanhã, dia 22 de fevereiro, e vai até o dia 28 de março.

ImagemPrestigie a exposição!

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Dica de leitura – O Bom Ladrão

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Dimas trabalhava em um jornal, e conheceu Isabel quando ela apareceu para colocar um anúncio, de um quarto vago para aluguel. Ela saiu sem pagar, e ainda levou a caneta tinteiro dele. Dimas pediu que publicassem o anúncio, acreditando que ela voltaria para pagar, mas isso não aconteceu. Ele resolveu ir ao local indicado, em parte para cobrar o anúncio e a caneta, em parte atraído por ela, uma loira de personalidade forte. Aconteceu o inevitável: ele se mudou para o quarto da casa em que moravam ela e a mãe.

Isabel e Dimas começaram a namorar, e noivaram. Os colegas jornalistas de Dimas tentaram convencê-lo a não se casar com a moça, mas eles se casaram um tempo depois que a mãe dela faleceu. Na comemoração de um ano de casamento, foram a um restaurante caro, e Isabel tentou furtar uma colherinha de prata. Não era a primeira vez que ela fazia isso.

Ele era um homem muito inseguro, amedrontado, ela era muito segura de si. Ela sempre ia à frente, ele, atrás. Um primo da mãe de Isabel, o Garcia, ficou um tempo na casa deles, o que deixou Dimas mais inseguro ainda. Ele resolve começar a furtar também, tentando provar a si mesmo e aos outros uma superioridade.  Atordoado, entre imaginação e realidade, ficou tão confuso que acabou sendo preso por um furto que ele nem sabia quem tinha feito, se ele, Isabel, ou Garcia. Dimas e Isabel se afastam, e ele envelhece só.

“O Bom Ladrão” é uma revisitação de “Dom Casmurro”, e relaciona outras obras-primas da Literatura Brasileira. Há sempre um mistério no ar, o leitor se envolve com o enredo, se prende até o final da história. “O Bom Ladrão” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Projeto Letras, Linhas e Pontos

Bordado

De acordo com o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, bordado é um trabalho manual “feito em relevo, sobre o estofo ou pano, à linha, fio de lã, prata ou ouro, etc.”. Ou seja, é a arte de decorar com figuras, utilizando agulha e fio. Pode ser executado manualmente ou à máquina.  Os materiais podem variar, utilizando-se também lantejoulas, miçangas ou pedras semi-preciosas, valorizando a peça.

História do ponto cruz

O bordado teve início na pré-história. Quando os homens moravam nas cavernas, o ponto cruz era usado para costurar as vestimentas, que eram feitas com pele de animais. As agulhas eram de osso, e a linha era tripa de animais ou fibras vegetais.

Os romanos, na Antiguidade, descreviam o bordado como “a pintura com agulha”. Podem ser encontrados belos bordados feitos pelas civilizações antigas, no Egito, na Índia, Pérsia, Inglaterra e China.  Na Europa, o ponto cruz era usado principalmente para enfeitar as roupas dos nobres, e na decoração de casas e igrejas, e era símbolo de riqueza. O bordado variava em cores e estilos, conforme a região. Várias cenas da história foram retratadas em tecidos bordados.

As publicações de livros com motivos para bordar – principalmente animais, árvores e flores -, surgiram no início do século XVII. No século seguinte novas fontes de desenho apareciam nas revistas femininas.  No século XVIII, numa multiplicação do ponto cruz, surgiram os mostruários (samplers), com fileiras de letras e números, ou versículos religiosos, que facilitavam a escolha dos motivos e das cores.

Desde essa época, o homem tentou mecanizar a costura e o bordado, mas somente no início do século XX o bordado começou a ser industrializado. Na década de 80 surgiram as máquinas eletrônicas e industriais, integradas com softwares.

O ponto cruz tem se atualizado, atendendo às necessidades e ao gosto da nossa época. Apesar das máquinas de bordado eletrônicas e industriais, o ponto-cruz continua com prestígio.

Projeto Letras, Linhas e Pontos

Em uma época em que nem toda a população tinha acesso aos livros, e nem todas as crianças podiam ir à escola, os mostruários – feitos por pessoas de diversas posições sociais – foram fundamentais na alfabetização de crianças e adolescentes.

 

Mostruários

Hoje em dia, a maioria da população tem acesso à escola, e há várias cartilhas para alfabetização. E que tal unir o ponto cruz com as letras novamente, mas de um jeito diferente? Neste ano de 2014, estamos com um projeto na unidade de Joinville da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Uma parte desse projeto será apresentado no primeiro semestre, a outra parte no segundo semestre. Aguardem!

Fios

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Pequenas Porções de Leitura

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Livros que viraram filmes – A menina que roubava livros

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Entre os anos de 1939 e 1943, a garota Liesel Meminger encontrou a morte três vezes, e escapou viva. Impressionada, a morte resolveu contar a história dessa menina. O cenário era a Alemanha nazista, na Segunda Guerra Mundial.  A mãe de Liesel, comunista perseguida pelo nazismo, estava entregando ela e seu irmão a um casal que se dispôs a adotá-los, no subúrbio da cidade de Molching. Durante o trajeto de trem, o garoto morreu. É a primeira vez que Liesel e a morte se encontraram, e também foi a primeira vez que a menina roubou um livro, que um coveiro deixou cair no chão. Horas depois, Liesel foi entregue aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor de paredes e acordeonista, e uma dona de casa. Escondido dentro de sua mala estava o livro roubado, “O Manual do Coveiro”.

A garota tinha muitos pesadelos, e quem cuidava dela nas noites era Hans. Quando ela lhe mostrou o livro, ele passou a dar lições de leitura. Primeiro no quarto, de madrugada, depois no porão. Liesel ia à escola, mas tinha dificuldade na leitura, e foram essas aulas com o pai adotivo que a ajudaram. Rosa lavava e passava roupas, e a garota tornou-se sua ajudante, levando e trazendo as roupas.

Um dia, Liesel roubou outro livro, de uma fogueira feita no dia do aniversário de Hitler. E mais outros se seguiram. A garota também ganhou três livros de seu pai Hans, que havia conseguido dando fumo como pagamento. Os tempos eram difíceis, e os pais adotivos cada vez tinham menos trabalho. O último cliente da mãe era o prefeito e a esposa, Ilsa Hermann. Ela roubou um livro deles, achando que Ilsa não tivesse visto, mas ela viu. Tempos depois, Ilsa passou a permitir a entrada da menina na biblioteca. A primeira vez que ela viu os livros nas prateleiras ficou encantada. Quando ia lá, ficava um tempo lendo um pouco. As duas fizeram uma grande amizade, mas que só foi percebida assim no final da história.

A garota fez também outros dois amigos. Rudy Steiner, um garoto vizinho, e Max Vandenburg, um judeu escondido no porão da casa. Levou um tempo até Max e Liesel firmarem amizade, e perceberam que havia algumas coisas em comum entre eles. O judeu pintava páginas de um livro para escrever suas próprias histórias, e escreveu também para a garota.

“A menina que roubava livros” é a história de uma garota que teve a vida salva por causa de seu amor às palavras. Foi adaptado para o cinema em 2013, com lançamento no Brasil no final de janeiro desse ano. O livro faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Dica de Leitura – O caso dos dez negrinhos

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Oito pessoas diferentes e que não se conheciam são convidadas por um casal misterioso para passar alguns dias na Ilha do Negro, na Inglaterra. Foram recebidos pelos criados, um casal.  Na primeira noite, todos tinham se conhecido um pouco, mas ainda não tinham visto o anfitrião. Enquanto estavam na sala, ouviram uma voz vinda de um gramofone junto à parede, e que acusava cada um dos presentes – convidados e criados – de algum crime que levou outra(s) pessoa(s) à morte. Indignados com o que acabaram de ouvir, e amedrontados, os convidados pediram ao criado informações sobre o casal. Ele nega conhecê-los, todas as instruções foram recebidas por carta. Todos decidem que devem sair do local no dia seguinte pela manhã, mas o barco, que é o único meio de locomoção, não volta a aparecer na ilha, possivelmente por causa da agitação do mar.

Enquanto os dez estão na ilha, cada um vai sendo assassinado, seguindo um poema infantil muito conhecido na Inglaterra. O pânico se instala, cada um desconfiando do outro. Buscas são feitas para tentar encontrar o assassino, mas foi sem sucesso. A cada pessoa eliminada, também desaparecia uma das dez figurinhas de porcelana que enfeitava a mesa de jantar. Quem é o próximo a ser assassinado? E quem é o assassino? Mistérios vão sendo revelados, e o desfecho da história é surpreendente.

Esse romance policial de Agatha Christie, publicado em 1939, é um dos clássicos modernos de histórias de mistério, e um dos maiores best-sellers. O livro teve várias adaptações para o cinema em vários países, e também para a televisão, o teatro, uma série, e um jogo.

“O Caso dos Dez Negrinhos” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Pequenas porções de leitura

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