Monthly Archives: Março 2014

Pequenas Porções de Leitura

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Dica de Leitura – Cachorros encrenqueiros se divertem mais

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John Grogan, dono do famoso labrador Marley, é jornalista e trabalha no jornal The Philadelphia Inquirer. “Cachorros encrenqueiros se divertem mais” é uma coletânea de crônicas escritas por John e publicadas no jornal.

O livro é dividido em três partes: animais, família e vida. São histórias de experiências do próprio autor, da sua família, de outras pessoas. São casos engraçados, situações do cotidiano, lições de vida. O autor divide com os leitores algumas coisas simples do dia-a-dia, como um passeio com os filhos, o fato de perceber que eles estão crescendo, uma dieta que estava tentando fazer juntamente com sua esposa. John conta histórias de pessoas com suas lutas, como o caso de duas mães que perderam suas filhas jovens em situações diferentes, que se consolaram, se conheceram e se tornaram amigas. Ou sobre uma mulher que teve câncer de mama e que, constrangida após ter que vasculhar caixas num depósito de farmácia para encontrar um seio artificial para si, criou uma butique especializada em atender e ajudar mulheres que passam por tratamento de câncer. O jornalista escreveu também sobre alguns animais, especialmente cachorros. Em um de seus textos se despediu de Marley, e recebeu várias respostas de donos de cães tão encrenqueiros quanto, ou mais que, o labrador. São várias coisas destruídas e engolidas. Um dos piores foi Jason, que engoliu o tubo de mais de um metro de um aspirador de pó. Apesar de toda a bagunça, seus donos ainda os adoram.

Esse livro é um conjunto de histórias que inspiram, divertem e que fazem refletir. Os textos são curtos, com linguagem simples, e o leitor certamente se identificará com algumas histórias. “Cachorros encrenqueiros se divertem mais” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Pequenas Porções de Leitura

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Dica de Leitura – Cacau: romance

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José Cordeiro é um sergipano cujo pai era dono de uma fábrica em São Cristóvão. Com apenas cinco anos de idade, seu pai faleceu. O tio do menino, que era sócio, ficou com a fábrica, e José, com sua mãe e irmã, teve que trocar de casa e de vida.  Quando fez 15 anos, foi trabalhar na fábrica como operário. O tio era um homem muito bruto, além de desencaminhar muitas operárias, e ele estava de olho em uma moça por quem o jovem estava apaixonado. José brigou com o tio e foi demitido. Despediu-se da mãe e da irmã com tristeza, e foi para Ilhéus, na Bahia, terra do cacau.

José conseguiu um lugar em uma pensão, mas não conseguiu emprego, e teve que sair da pensão. Estava passando fome quando encontrou um guarda civil que o ajudou.  O jovem de 20 anos conseguiu um emprego na roça, em Pirangi, maior distrito da zona de cacau. José descobriu que nesses locais, não eram considerados empregados, e sim alugados do dono, o Coronel.

Na Fazenda Fraternidade se desenrola a história do sergipano. O rapaz, narrador da história, conta sobre a vida difícil dos trabalhadores em fazendas de cacau, na década de 30. As condições eram péssimas, a situação era de semi-escravidão.  Branco, louro, e alfabetizado, José chamou a atenção de Mária, filha do Coronel. Ela o escolheu para trabalhar para a família no período das férias. Essa relação coloca o sergipano diante da possibilidade de se tornar patrão, proprietário. Porém, a consciência de classe falou mais alto, e ele se manteve ao lado dos trabalhadores.  A crise do cacau começou, vários trabalhadores foram demitidos. José ficou até que decidiu sair. Pagou as dívidas, pegou seu saldo e partiu.

“Cacau” é o segundo livro de Jorge Amado, e foi publicado pela primeira vez em 1933. A história era uma crítica social, e fala da luta de classes no mundo dos trabalhadores do cacau e da expansão das idéias socialistas. O livro faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Livros que viraram filme – Macunaíma: o herói sem nenhum caráter

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Macunaíma nasceu numa tribo na Amazônia, que vivia às margens do rio Uraricoera. Ele não era um menino como os outros, era preguiçoso, mentiroso, falava muitos palavrões e aprontava bastante. Tinha dois irmãos mais velhos: Maanape e Jiguê. Macunaíma queria brincar na mata, e a mulher do Jiguê ia como companhia, lá o menino se transformava em príncipe e os dois brincavam. Seu irmão descobriu, e devolveu a mulher. Logo depois, o menino estava se envolvendo com a nova mulher de Jiguê. Macunaíma acabou transformando-se em homem, mas continuava sem caráter.

Um dia, tentando caçar uma veada, aprisionou seu filhote e então a matou. Porém, quando se aproximou, viu que havia sido enganado, ela era sua própria mãe. Ele e os irmãos partiram em busca de aventuras. Macunaíma encontrou Ci, a Mãe do Mato, dominou-a e fez dela sua mulher, tornando-se Imperador do Mato Virgem. Eles tiveram um filho, que adoeceu e morreu. Cansada e desiludida, Ci dá ao esposo o muiraquitã – um amuleto -, e morre, partindo para as estrelas. Macunaíma perdeu o amuleto, presente de seu único amor. Descobriu que ele tinha sido levado pelo peruano Venceslau Pietro Pietra, o gigante Piamã comedor de gente e colecionador de pedras. O anti-herói e seus irmãos vão até São Paulo, onde o gigante mora, para recuperar o muiraquitã.

Macunaíma sofreu bastante para pegar novamente o amuleto. Foram várias as tentativas, e muitas as aventuras por todo o Brasil, até ele conseguir reaver o muiraquitã. Depois disso, Macunaíma e seus irmãos Jiguê e Maanape estavam retornando para a tribo. No caminho, os irmãos mais velhos morrem, e o anti-herói, após ser seduzido pela Iara, perde o amuleto novamente e irremediavelmente. Assim como sua companheira Ci, desiludido e cansado, ele se entrega e sobe aos céus, e forma a constelação da Ursa Maior.

O livro foi publicado em 1928, e buscava a valorização da cultura nacional. Mario de Andrade, o autor, criticou a sociedade, que mesmo formada de raças distintas, tem preconceito contra ela própria. Nessa obra, realidade e fantasia se misturam, e não há uma ordem cronológica e espacial. Nela há também a aproximação da língua escrita com modo com que se fala. Macunaíma foi o maior representante do povo brasileiro na época do modernismo. O livro foi adaptado para o cinema em 1969, e para o teatro na década de 1970. “Macunaíma: o herói sem nenhum caráter” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Dia do Bibliotecário

No Brasil, o Dia do Bibliotecário é comemorado no dia 12 de março, e foi instituído pelo Decreto nº 84.631, de 1980. A data é uma homenagem a Manuel Bastos Tigre, nascido em 12 de março de 1882. Manuel deixou de ser engenheiro para trabalhar com biblioteconomia, exercendo a profissão por 40 anos. É considerado o primeiro bibliotecário concursado do Brasil, e trouxe uma grande contribuição social e cultural para o país, propagando informação e conhecimento.

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O Bibliotecário é um Profissional da Informação, registrando-a e catalogando-a, tornando-a acessível ao usuário final, nos mais diversos suportes.  Ele analisa, sintetiza e organiza livros, documentos, revistas, vídeos e fotos.  Esse profissional pode atuar em bibliotecas, centros de documentação, museus, arquivos, editoras, entre outros locais onde há organização e disseminação de informação. Além disso, pode realizar ações culturais e educativas, e muitas vezes também gerencia equipes.

Os Bibliotecários são facilitadores do acesso ao conhecimento. Por isso, o nosso muito obrigado a esses profissionais tão importantes, especialmente à Hadra M. Kuester, responsável pela Biblioteca Padre Elemar Scheid.

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Porções de um(a) Bibliotecário(a)!

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Convite para artistas

A nossa unidade em Jaraguá do Sul dispõe de um excelente espaço para exposições de arte. O agendamento das mostras já está sendo feito, se você é artista ou conhece algum, entre em contato conosco!

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Dica de leitura – Água viva

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Em uma madrugada, uma pintora entra em estado de graça e fica refletindo sobre vários temas: a vida, a morte, o tempo, os sonhos, a coragem, a arte da criação, o saber usar as palavras, e principalmente o instante. Esses temas aparecem e se repetem ao longo do texto, mais parecendo uma série de anotações. No entanto, “Água Viva” é o monólogo dessa pintora que escreve para alguém. São explosões e descobertas interiores, são coisas simples que estimulam deslumbramentos, são relações entre pessoas, animais, ou coisas. É um fluir de experiências que afloram a sensibilidade. São revelações feitas a partir do olhar da pintora, que fazem o leitor refletir também.

“Nada existe de mais difícil do que entregar-se ao instante. Esta dificuldade é dor humana. É nossa. Eu me entrego em palavras e me entrego quando pinto.” (página 45)

A autora, Clarice Lispector, desconstrói a linguagem, e faz uma relação entre pintura e literatura, no que diz respeito a capturar o instante, o momento presente. Na orelha do livro diz que ele “é um lindo poema em prosa, no qual se comemora a vida de tudo o que, intensamente, é.” O livro foi publicado pela primeira vez em 1973, e foi adaptado para o teatro em 2003. “Água viva” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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