Monthly Archives: Maio 2014

Dica de leitura – Feliz Ano Velho

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Marcelo Rubens Paiva era um rapaz de vinte anos que poucos dias antes do Natal de 1979 estava com amigos em um lago. Foi dar um mergulho e bateu a cabeça. Não conseguia se mexer, o retiraram da água e levaram a um hospital. O jovem teve uma vértebra quebrada, e não tinha mais os movimentos dos braços e das pernas.

O livro relata o acidente e a recuperação de Marcelo. Ele achava que a qualquer momento sairia do hospital andando normalmente. Mas quando questionava a mãe ou o médico, não recebia nenhuma resposta precisa. A vida dele se transformou drasticamente, e levou um tempo até Marcelo se acostumar e aceitar. Mudança de hospital, fisioterapia, ida para casa. Ele ficou tetraplégico, mas ainda conseguia fazer muitas coisas, como escrever.

O autor também conta algumas coisas da vida dele, como o dia em que militares invadiram a sua casa e levaram seu pai, o deputado federal Rubens Beyrodt Paiva. Marcelo conta a força de vontade de sua mãe, que teve que criar sozinha ele e suas irmãs, pois nunca mais voltaram a ver o pai. Revela seus casos amorosos, inclusive com detalhes bastante íntimos. Fala de sua carreira musical. Ele cursava Engenharia Agrícola em uma universidade de Campinas, onde também participava do quadro político. O jovem morava em uma espécie de república: dividia uma casa com amigos. O livro ainda mostra a dificuldade que muitas pessoas na mesma situação sofrem.

Apesar de toda a adversidade, Marcelo enfrentou seus medos e tentou encarar tudo com bom humor. Recebeu muito carinho e atenção da mãe, das avós, das irmãs, e dos amigos. Mas também diz que não é nenhum exemplo ou herói.

O livro foi publicado pela primeira vez em 1982, teve adaptações para teatro e, em 1987, virou filme. A linguagem é bastante livre e coloquial, tanto que pode chegar a assustar alguns leitores.  “Feliz Ano Velho” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Pequenas Porções de Leitura

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Dica de Leitura – O diário de Zlata: a vida de uma menina na guerra

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Zlata Filipovic era uma menina que morava em Saravejo, capital da Bósnia e Herzegovina. Pouco antes dos onze anos começou a escrever seu diário, que chamou de Mimmy. Porém, meses depois, em 1992, a guerra eclodiu. Ela deixa de escrever coisas do cotidiano para registrar o que ocorre em uma guerra: medo, raiva, terror, violência.

A menina era filha única, e ao contrário da maioria dos amigos e familiares, os pais dela decidiram que os três ficariam juntos. Antes, além das aulas na escola, Zlata tinha aulas de inglês, de piano e solfejo, cantava em coral, egostava de jogar tênis. A vida mudou completamente, tornando-se quase primitiva: sem eletricidade, sem água, sem gasolina, e com suprimentos de comida limitados.

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Seu diário foi descoberto e selecionado para publicação. Zlata e seus pais tiveram permissão para sair de Saravejo no final de 1993, e se refugiaram em Paris. A obra foi originalmente publicada pela UNICEF em servo-croata, depois foi editada em vários países.

O livro é um relato comovente sobre o cotidiano arruinado pela violência. No Brasil, ganhou o prêmio de Título Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil – FNLIJ -, em 1994. “O diário de Zlata: a vida de uma menina na guerra” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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21/05 – Dia da Língua Nacional

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A Língua é um sistema utilizado como principal meio de comunicação e expressão, na forma oral ou escrita. O Brasil possui duas Línguas oficiais: o Português e a LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais. No nosso cotidiano, nos comunicamos com várias pessoas em diversas situações, e a utilização correta da Língua é muito importante!

Quer saber mais sobre essa data? Clique aqui!

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Exposição – “Nem todo gato é pardo” (in memoriam)

A Biblioteca Padre Elemar Scheid, em Jaraguá do Sul, está com a mostra “Nem todo gato é pardo”, da artista Marisa Kaufmann. A exposição é uma coletânea de trabalhos centralizados na imagem do gato, mas que gera uma reflexão sobre o comportamento humano. Durante três anos a mostra foi pensada e executada, e o gato foi escolhido como suporte pela importância dada a ele pelos humanos desde os tempos antigos. A exposição vai até o dia 30/05.

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Prestigie a exposição!

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Pequena Porção de Língua Portuguesa

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Dica de Leitura – O Alienista

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Simão Bacamarte era um médico que estava na Europa e resolveu retornar para Itaguaí, sua terra-natal. Casou-se com a viúva D. Evarista, uma mulher de 25 anos que não era nem muito simpática nem muito bonita. Simão acreditava que ela seria capaz de gerar bons filhos, mas apesar de vários esforços, não tiveram nenhum filho.

O médico passou a se dedicar aos estudos da psiquiatria. Construiu, com uma licença do governo, um manicômio chamado de Casa Verde para abrigar os loucos da cidade e da região, até então mantidos escondidos pelas famílias. Algumas pessoas foram internadas no local, e assim Simão podia estudá-los.

D. Evarista estava se sentindo melancólica, pois seu marido estava obcecado pelo trabalho. Ele deu a ela uma viagem ao Rio de Janeiro, tendo como acompanhantes a tia e a mulher do boticário – amigo íntimo de Simão -, e uma comitiva. Quando ela e a comitiva retornaram da viagem, d. Evarista era a esperança da cidade. Estavam todos assustados, pois o médico começou a internar também pessoas não consideradas “loucas” pelos outros. Porém, ela nada conseguiu mudar.

O povo se reuniu, e seguiu o barbeiro Porfírio em um protesto, e depois em uma revolta. As pessoas foram até a casa de Simão, que os atendeu de uma forma equilibrada, mas que depois os deixou para continuar seus estudos. A força armada da cidade apareceu para tentar controlar a população, no entanto, acabaram se juntando. O barbeiro, que desejava ingressar na carreira política, se sentiu numa posição poderosa. Dirigiu-se até a Câmara dos Vereadores e a destituiu. Porfírio ficou com plenos poderes sobre a cidade, e chamou o médico para uma reunião. Juntou-se a ele e as internações continuaram. João Pina, outro barbeiro, levantou-se contra e Porfírio foi deposto. O novo governo não derrubou o manicômio. As internações continuaram, uma delas foi da própria d. Evarista, depois de levar muito tempo sem conseguir se decidir qual colar usaria numa festa.

Quatro quintos da população estava na Casa Verde. O médico alienista percebeu que se a maioria da população tinha desvios de personalidade, loucos eram os que tinham firmeza de caráter. Simão liberou todos os que estavam na Casa, e internou os equilibrados. Isso foi um projeto aprovado pela Câmara, com prazo de um ano para experiências. Todos foram tratados, tornando-se desequilibrados como os outros, e depois liberados. O alienista concluiu que havia apenas uma pessoa em perfeito equilíbrio: ele mesmo. Ele se trancou na Casa Verde e lá ficou até morrer.

“O Alienista” tem como características a análise psicológica e a crítica social. A fronteira entre o que é normal e o que é anormal é a questão colocada por Machado de Assis. Esse conto foi publicado pela primeira vez em 1882, no volume Papéis Avulsos. Foi adaptado para a televisão, e recebeu uma letra de música. “O Alienista” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Pequenas Porções de Leitura

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Feliz Dia das Mães!

Ser mãe é amar da forma mais completa, é dar o melhor de si e não esperar nada em troca. Mãe é sinônimo de amor e bondade. A Biblioteca Padre Elemar Scheid deseja às mães um Feliz Dia!

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Em nosso acervo há vários livros sobre mães, e relação entre filhos e mães. Veja nossas sugestões:

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Aprendi com minha mãe: 52 personalidades contam a maior lição que receberam de sua mãe (Cristina Ramalho)

“De A a Z – De Arnaldo Jabour a Ziraldo um alfabeto de pessoas admiráveis que contam como se orgulharam de aprender com as mães tudo o que elas foram ou são na vida delas. O livro traz histórias que farão o leitor chorar, rir ou abrir um sorriso como se acabassem de lhe contar algo muito familiar, trata-se de uma grande homenagem para todas as mulheres que são mães.”

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Ser mãe é sorrir em parafuso (Leonilde Galasso)

Ser Mãe É Sorrir Em Parafuso é um livro que trata com humor e sinceridade visceral das dificuldades e delícias da adaptação da mulher ao novo papel. O livro também aborda um fenômeno muito feliz para todas as partes envolvidas – o número crescente de homens altamente envolvidos no papel de pai. Com uma dedicatória especial às mães e aos pais que não têm medo de rir de si mesmos, a autora acentua a importância do humor para arejar a vida e garantir-lhe a (indispensável) leveza.”

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 Mini Becky Bloom: tal mãe, tal filha (Sophie Kinsella)

“Becky Bloom está casada com o homem de seus sonhos, Luke, e tem uma filha de dois anos, Minnie, que parece seguir desde já o gosto da mãe por compras e pela moda. Mas criar a filha é muito mais complicado do que parecia ser, pois a garotinha cria confusões por onde passa. E quando Becky decide dar uma festa surpresa para Luke, não será uma tarefa fácil manter os preparativos em segredo do marido.”

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Fala sério, mãe! (Thalita Rebouças)

“Mãe e filha. Que relação complicada essa! Amor, carinho, compreensão e, claro, muitas, muitas brigas. Brigas importantes, brigas bobas, brigas memoráveis. Só variam conforme a idade. Boletim, namorados, arrumação do quarto, legumes, viagens, festas, hora de chegar das festas… tudo é motivo para essas pelejas domésticas. Fala sério, mãe! é uma coletânea de crônicas bem-humoradas do cotidiano dessas duas personagens, que pode ser lida aleatoriamente ou como um romance em pílulas, em ordem cronológica, da barriga aos 21 anos.”

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Pequena Porção de Emoção

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