Monthly Archives: Julho 2014

Dica de autores – João Ubaldo Ribeiro

João Ubaldo Ribeiro

João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro – escritor, jornalista, roteirista e professor – nasceu em 23 de janeiro de 1941, em Itaparica, Bahia. Logo a família mudou-se para Sergipe, onde ele passou uma parte da infância. Seu pai era professor e político, e incentivado por ele, João Ubaldo leu autores como Monteiro Lobato, Miguel de Cervantes, Shakespeare, Padre Antônio Vieira e Machado de Assis. Titulou-se em Direito, mas não advogou. Fez pós-graduação em Administração Pública, e mestrado em Ciência Política, nos Estados Unidos. Esteve em Berlim em 1990 e 1991, a convite de um programa de intercâmbio alemão, para realizar um roteiro literário pelo país. Casou-se duas vezes, tendo duas filhas no primeiro casamento, e uma filha e um filho no segundo. Atuou como professor, jornalista e colaborador de jornais e revistas nacionais e internacionais. Faleceu no dia 18 de julho desse ano, vítima de embolia pulmonar.

João Ubaldo começou a escrever na juventude, e seu primeiro livro foi “Setembro Não Tem Sentido”, publicado em 1968. Segundo a crítica, “Sargento Getúlio”, publicado em 1971, é a obra-prima do autor. O livro rendeu a ele o Prêmio Jabuti em 1972, na categoria Autor Revelação – Literatura Adulta. O próprio autor o traduziu para a Língua Inglesa, e ajudou no roteiro do filme, que também ganhou prêmios.  Estreou na literatura infanto-juvenil em 1983, com “Vida e paixão de Pandonar, o cruel”. Os textos de João Ubaldo Ribeiro trazem bastante ironia e humor, dentro do contexto social do Brasil. Seus livros foram traduzidos para algumas Línguas, e vários foram adaptados para o cinema e a televisão. O autor também recebeu prêmios nacionais e internacionais, e em 1993 foi eleito para a cadeira nº 34 da Academia Brasileira de Letras.

A Biblioteca Padre Elemar Scheid possui em acervo livros de João Ubaldo Ribeiro. Boa leitura!

João Ubaldo Ribeiro - livros

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Pequenas Porções de Leitura

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25 de julho – Dia Nacional do Escritor

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Hoje é o Dia Nacional do Escritor, data criada em 1960. A escrita é uma das maneiras de se transmitir conhecimento e de compartilhar emoções, por isso os escritores fazem parte do desenvolvimento da sociedade, além de aguçar nossa imaginação.

Portanto, hoje é um dia especial também para nós, leitores, que podemos adquirir conhecimento e cultura através das palavras desses que têm o dom da escrita. A Biblioteca Padre Elemar Scheid parabeniza os escritores!

Quer saber mais sobre a data? Clique aqui!

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Dica de leitura – As Horas Nuas

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Rosa Ambrósio é uma atriz decadente, de meia-idade, fazendo um balanço de sua vida amorosa. Vive o término de mais um relacionamento, e seu problema com alcoolismo é agravado. Sofre também de Psicose Maníaco-Depressiva – PMD. Em seu apartamento luxuoso em São Paulo, Rosa bebe e monologa. Nesse momento de crise, a atriz representa para si mesma sua história, e resolve escrever uma autobiografia, intitulada As Horas Nuas.

Cordélia, sua filha, não a compreende muito bem. Rosa tem apenas a companhia da empregada Dionísia e do gato Rahul. Ela consultava-se com a psicanalista Ananta, que num dado momento desaparece. Os pensamentos e as memórias de Rosa e de Rahul misturam-se durante o enredo. Ela relembra fatos de sua vida, ele menciona suas vidas passadas. O gato também é testemunha da solidão das pessoas, e analisa a personalidade da atriz.  As memórias são contadas e recontadas de aspectos diferentes, de formas alternadas.

Desencontro, loucura, dor, abandono, solidão, felicidade, crescimento, religião, amor, morte, enfim, a condição humana é o tema da narrativa. As personagens femininas possuem características marcantes. O enredo não tem começo nem fim, e o leitor muitas vezes não sabe o que é realidade e o que é delírio. O livro foi publicado pela primeira vez em 1989, e é considerado um dos romances mais expressivos de Lygia Fagundes Telles. Foi traduzido para vários idiomas.

“As horas nuas” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Pequeno Escritor

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20/07 – Dia da Amizade

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Em diversas partes do mundo houve iniciativas para criar o Dia Internacional da Amizade, e não se sabe ao certo a origem da data. Nos Estados Unidos e em algumas partes da Ásia, a troca de cartões e presentes entre amigos ocorria no primeiro domingo de agosto. Na América do Sul e na Europa, celebrações parecidas ocorreram em datas diferentes. Em 30 de julho de 1958, aconteceu a Cruzada Mundial da Amizade, idealizada pelo médico uruguaio Ramón Artemio Bracho, como uma campanha em favor da valorização da amizade e da promoção da paz. Na Argentina, credita-se a data ao dentista Enrique Ernesto Febbaro, que no dia 20 de julho de 1969, dia da chegada do homem à Lua, acreditou ser uma boa oportunidade de se fazer amizades em outros lugares do mundo.

No ano de 2011, em uma Assembléia Geral, a ONU oficializou a data 30 de julho como o Dia Internacional da Amizade, reconhecendo “a pertinência e a importância da amizade como sentimento nobre e valioso na vida dos seres humanos de todo o mundo”. No Brasil, o Dia da Amizade não é instituído por lei, mas a data adotada para a celebração é 20 de julho.

Durante a vida, temos os mais variados tipos de amigos, com quem dividimos momentos. Os da escola, do trabalho, de risadas, conselheiros… E aqueles que amam os livros, também os têm como amigos. Em comemoração ao Dia da Amizade, estamos sugerindo alguns dos livros do nosso acervo. Boa leitura!

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De amor e amizade: crônicas para jovens (Clarice Lispector; Pedro Vasquez)

“Amor e amizade inspiraram Clarice Lispector dezenas de vezes. Prova disso são as quatro dezenas de textos selecionados pelo historiador e editor Pedro Karp Vasquez para esta coletânea, a primeira de uma série que visa a apresentar um recorte da obra da autora de A hora da estrela para o público jovem. A escritora criou durante anos histórias que remetem a amizades daquelas sem tamanho e a amores para o resto da vida, sentimentos que permeiam relações e gerações. A seleção foi pensada para provocar uma experiência inspiradora em leitores que estão começando a descobrir os mistérios e os prazeres da obra daquela que é considerada uma das maiores autoras brasileiras.”

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Aos meus amigos (Maria Adelaide Amaral)

“’Aos meus amigos’ tem como tema central um dos principais da literatura de todos os tempos – a amizade. A amizade, porém, se aqui rima com ‘fraternidade e solidariedade’, não rima necessariamente com felicidade. A história do romance, baseada em fatos reais da vida da autora, se articula em torno de um leito de morte. Na verdade, de um leito de suicídio, o do escritor e publicitário Leo (inspirado em Décio Bar, amigo da escritora, a quem o romance é dedicado). É o seu suicídio que, no agitado ano de 1989, mobilizará a retomada da ‘velha turma’, que vivera intensamente os ideais da esquerda nos anos da ditadura militar brasileira (1964-1985). Um reencontro feito também de desencontros, inclusive políticos. Após o suicídio de Leo, seus amigos reúnem-se para velar o corpo e tentar manter viva sua memória, enquanto procuram os originais de um livro que teria deixado. Romance ágil, grandemente baseado em diálogos, mais do que em descrições, os fatos e personagens são, então, construídos e reconstruídos por referências e reminiscências, como nas conversas reais. É a palavra falada, enfim, que reina no romance, assim como na vida.”

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Cartas entre amigos: sobre medos contemporâneos (Gabriel Chalita; Fábio de Melo)

“A amizade verdadeira é a excelência moral perfeita, apregoava Aristóteles. O filósofo grego creditava à amizade as razões para entender que ninguém é feliz sozinho. Os amigos encontram-se, descobrem-se e amadurecem juntos. Este livro, que reproduz 18 cartas trocadas entre o educador Gabriel Chalita e o padre Fábio de Melo, registra uma amizade no ápice da maturação. A correspondência aqui apresentada iniciou-se no final de 2008. Na época, Chalita, eleito vereador mais votado do Brasil, preparava-se para assumir seu mandato na cidade de São Paulo. Já o sacerdote enfrentava o fim de uma temporada de 120 shows, na qual seu CD se tornou o mais vendido no país. Num momento atribulado de suas vidas, ambos se deram o direito de parar para escrever. E fizeram mais: escreveram em parceria, o que resultou neste diálogo poético, em que dividem aprendizados de vida com plena generosidade – como só amigos fraternos são capazes de fazer.”

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Dica de Autores – Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

 

O poeta Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em 13 de junho de 1888, em Lisboa. Aos cinco anos, perdeu seu pai, e aos seis, seu irmão. Sua mãe casou-se com um comandante que foi nomeado cônsul de Portugal na África do Sul, e eles se mudaram para lá. Fernando Pessoa estudou e aprendeu inglês, e em 1901 escreveu seus primeiros poemas em inglês.

Pessoa regressou a Portugal em 1905, para cursar Filosofia. Leu Shakespeare, filósofos gregos e alemães, poetas franceses e portugueses. Um tempo depois, deixou o curso e montou uma tipografia, que não funcionou por muito tempo. Começou, então, a trabalhar como correspondente estrangeiro em casas comerciais. Trabalhou também como jornalista, tradutor e editor. Em 1915, fundou a revista “Orpheu”, que introduziu o movimento modernista em Portugal. “Mensagem” é o seu único livro em português publicado em vida, em 1934. No ano seguinte, por complicações de saúde, o poeta faleceu, em 30 de novembro, em Lisboa.

Fernando Pessoa, em seus poemas, fazia reflexões sobre identidade e existencialismo, e era nacionalista. Escreveu sob vários heterônimos, cada um deles possuía personalidade própria e características literárias diferentes.  Os mais conhecidos são:

Alberto Caeiro, naturalista, camponês sem estudo, mas um dos heterônimos mais importantes, um mestre. Só escrevia poesia, e dizia que sentir é mais importante do que pensar. Seu estilo era direto e simples, mas com reflexões profundas.

Ricardo Reis, médico que acreditava na monarquia. Passou a viver no Brasil depois da proclamação da república. Acreditava na busca da tranquilidade por meio do epicurismo e do estoicismo. Sua escrita era tradicional, com linguagem culta.

Álvaro de Campos, escritor educado em inglês. Teve fases diferentes na sua literatura: primeiramente teve proximidade com o simbolismo; depois com o futurismo; e na terceira, passou a ter visão niilista. Sua linguagem era mais livre e ousada. É considerado o alter ego de Pessoa.

A Biblioteca Padre Elemar Scheid tem em seu acervo vários livros de Fernando Pessoa. Boa leitura!

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Pequenas Porções de Leitura

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Dica de leitura – Novelas nada exemplares

Novelas Nada Exemplares

Dalton Trevisan é um dos maiores contistas vivos da literatura brasileira. Contrário a exposições, tímido, foge de jornalistas, e as poucas fotos dele foram tiradas às escondidas. Por isso é conhecido como “Vampiro de Curitiba”, título de um de seus livros. Formado em Direito, publicava contos em uma revista na década de 1940, e fazia também traduções de alguns autores como Kafka e Proust.
Tendo os habitantes curitibanos como ponto de partida para seus personagens, o autor cria tramas psicológicas enigmáticas, com situações do cotidiano sofrido e aflitivo. “Novelas Nada Exemplares” é considerado seu marco inicial como contista. Seus contos são pequenos, e algumas histórias não têm final, mas trazem aspectos profundos da vida humana. Pessoas solitárias, namoro às escondidas, vidas interrompidas, são alguns dos temas dessas histórias nem um pouco exemplares.
O livro foi publicado pela primeira vez em 1959, e traz 30 contos, escritos nas décadas anteriores. Foi traduzido para o espanhol, publicado com o título de “Novelas Nada Ejemplares”, em 1970, na Venezuela. “Novelas nada exemplares” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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