Monthly Archives: Setembro 2014

Pequenas Porções de Leitura

Pequenas Porções de Leitura 35

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Dica de autores – Ariano Suassuna

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Ariano Vilar Suassuna foi dramaturgo, romancista, ensaísta, professor e advogado.

Nasceu no dia 16 de junho de 1927, em João Pessoa. Com três anos, perdeu o pai, e sua mãe mudou-se com ele e seus irmãos para Taperoá. Ali, Suassuna se familiarizou com a cultura que passaria a existir nas suas obras. No ano de 1942, a família mudou para o Recife, onde os primeiros textos de Suassuna foram publicados na cidade.

Ariano começou a faculdade de Direito em 1946, se ligou a um grupo de jovens escritores e artistas, e ajudou a fundar o Teatro do Estudante Pernambucano. “Uma Mulher Vestida de Sol” foi a primeira peça escrita por ele, em 1947, e com a qual recebeu um prêmio. Formou-se em 1950, e começou a se dedicar também à advocacia. Casou-se em 1957, com Zélia de Andrade, com quem teve seis filhos.

Suassuna lançou o Movimento Armorial, na década de 1970. Foi membro de alguns Conselhos ligados à Cultura. Trabalhou também como Diretor do Departamento de Extensão Cultural da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE. Nessa universidade, doutorou-se em História no ano de 1976, e lecionou Estética e Teoria do Teatro, Literatura Brasileira e História da Cultura Brasileira. Em 23 de julho de 2014, o escritor faleceu após sofrer um AVC hemorrágico.

Ariano Suassuna ocupou Cadeiras na Academia Pernambucana de Letras, na Academia Paraibana de Letras, e na Academia Brasileira de Letras. Recebeu também o título de Doutor Honoris Causa da Faculdade Federal do Rio Grande do Norte.

Sua obra de maior sucesso é “O Auto da Compadecida”, escrita em 1955. Essa peça o projetou dentro e fora do Brasil, tendo sido traduzida e representada em alguns idiomas, além de receber adaptação para o cinema. Foi considerada “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”, pelo crítico teatral Sábato Magaldi.

Um documentário sobre a vida e obra de Ariano foi lançado em 2004, intitulado “O Sertão: Mundo de Ariano Suassuna”. O escritor paraibano teve um grande papel na modernização do teatro brasileiro. Suas obras reúnem diversos elementos presentes na cultura nordestina, e têm a improvisação e o texto popular como características.

A Biblioteca Padre Elemar Scheid tem, em seu acervo, livros de Ariano Suassuna. Boa leitura!

Livros Suassuna

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Exposição – “Mulheres reais, a beleza feminina em várias fases da vida”

A nossa unidade de Jaraguá do Sul está com uma nova exposição! A mostra é da fotógrafa Andréa Moeller, e pode ser visitada até o dia 17 de outubro.

Convite Andréa

 

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Pequenas Porções de Leitura

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Dica de Leitura – Vinte mil léguas submarinas

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No ano de 1866, alguns navios de várias partes do mundo foram naufragados ou tiveram alguma danificação. Os marinheiros diziam ser um monstro o causador disso tudo. Governantes e cientistas tentavam identificar e deter o misterioso ser de grandes proporções. A marinha americana enviou uma fragata bem equipada, para a captura do monstro. Nessa missão, foram o arpoador Ned Land, e o professor e naturalista Aronnax, junto com Conselho, seu criado.

Aronnax, que havia analisado as informações, estava certo de que se tratava de um narval gigante. Ned Land estava cético. Depois de alguns meses, finalmente foi visto um clarão abaixo do mar, e o monstro foi encontrado. Houve algumas horas de perseguição, sem sucesso. Na outra manhã, o navio conseguiu chegar perto do monstro sem ser percebido, e Ned Land lançou seu arpão.  O ser reagiu, destruindo parte da fragata, ao ponto de ela não poder seguir viagem.

Ned, Aronnax e Conselho foram atirados ao mar. Alcançaram o dorso do monstro, e eles verificaram que não se tratava de um animal natural, mas de algo criado por ser humano. Foram levados para dentro dele pelos tripulantes.  Tentaram se explicar em algumas línguas, mas não obtiveram sucesso, e ficaram presos em uma cabina, na qual receberam uma refeição e dormiram. No outro dia, o capitão apareceu novamente, dessa vez falando em Francês. Havia descoberto quem eram os três, e resolveu dar a eles a liberdade de andarem à vontade no submarino.

O capitão Nemo havia criado em segredo o submarino, chamado Náutilo, forte e no formato de um grande peixe. Ele e a tripulação haviam abandonado a terra, e viviam apenas no fundo do mar, de onde tiravam tudo o que precisavam. Nemo apresentou a Aronnax toda a sua obra, explicando como ela funcionava, e deixou entendido que não pretendia liberar os três, que agora sabiam da existência daquilo que era segredo para a humanidade.

Os homens navegaram por meses, nas águas dos oceanos. Desbravaram lugares que ninguém conhecia. Ned Land o tempo todo pensava em sair dali e ir para a terra. Já que não conseguiria facilmente, queria dar um jeito de escapar. Já o professor Aronnax, quer aproveitar a oportunidade de desvendar os mistérios do fundo do mar, de descobrir a riqueza da fauna e da flora marinhas, mas ao mesmo tempo tem receio de nunca mais poder sair do Náutilo. Foram vinte mil léguas submarinas percorridas, na companhia do enigmático capitão Nemo, que não revelava o que o levou a se isolar da civilização e agir com violência contra ela.

O livro foi publicado pela primeira vez em 1870, e recebeu várias adaptações para o cinema. O autor tinha uma vasta imaginação, e convicção no progresso da humanidade. Os romances de Júlio Verne deram início à ficção científica, e são clássicos. “Vinte mil léguas submarinas” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Dica de leitura – O fantasma da ópera

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A monumental e luxuosa Ópera de Paris é o cenário dessa história de um triângulo amoroso. Havia rumores de que um fantasma estava causando acidentes na Ópera, e alguns funcionários afirmaram tê-lo visto. Dois diretores estavam saindo, e outros dois, Moncharmim e Richard, assumiram. Um recital aconteceu na despedida dos diretores, e eles falaram aos novos sobre o Fantasma e suas exigências, como o salário de 20 mil francos e uso do camarote nº 5. No mesmo dia, o maquinista-chefe é assassinado. Os dois novos diretores acharam que não passava de brincadeira, e ignoraram tudo. Então começa uma seqüência de situações trágicas, incluindo a queda do lustre em cima dos expectadores.

Christine Daaé era uma jovem bailarina, e acreditava estar sendo visitada pelo Anjo da Música, uma promessa feita pelo seu pai. Um dia, ela substituiu a cantora Carlotta, e sua apresentação magnífica surpreendeu a todos. O Visconde Raoul de Chagny, seu amor dos tempos de infância, estava na platéia, e ficou maravilhado também. O “Anjo da Música” quer que Christine o ame, que não se case com ninguém, e dá um anel a ela.

A artista começa a ser levada aos subterrâneos da Ópera, e lá ela descobre que não se tratava de um anjo, e sim do Fantasma da Ópera, que todos temiam. Raoul informa a Christine que irá para uma expedição, e que gostaria de noivar com ela. Mas ela não podia. Estava dividida: amava o homem, mas estava fascinada pelo fantasma. Durante um mês, ficava entre os subsolos, onde o Fantasma morava, e os sótãos, com Raoul. Eles decidem fugir juntos depois de uma apresentação dela. O visconde preparou tudo para a fuga.

O plano foi descoberto, e em plena apresentação, Christine foi raptada pelo Fantasma. Os diretores, que já estavam acreditando na existência daquele ser, estavam em sua sala, sem saber do ocorrido. O delegado foi chamado. Raoul estava desesperado, e foi levado aos subterrâneos pelo Persa. Os dois conseguiram entrar na casa do Fantasma, mas pela câmara dos suplícios, de onde não conseguiam sair, e quase enlouqueceram. O Fantasma havia prendido Christine, e ela tinha um prazo para dar sua resposta: ou ficar com ele, ou ficar livre, mas a Ópera seria destruída, causando a morte de muitas pessoas. Mas seria mesmo um Fantasma esse vulto? E qual o desfecho da história? Leia e descubra!

“O Fantasma da Ópera” foi publicado pela primeira vez em 1910. Foi traduzido para várias Línguas e recebeu inúmeras adaptações para o cinema e o teatro, além de letras de músicas. O musical da Broadway, que está no palco desde a década de 1980, bateu o recorde de tempo de permanência. Alguns acontecimentos e lendas a respeito da Ópera de Paris certamente inspiraram o autor da obra: um acidente mortal; a queda do contrapeso do lustre, que ocasionou a morte da pessoa que estava na poltrona nº 13; comentários sobre maldição, e sobre sussurros nos corredores; a possível existência de um lago subterrâneo sob a cidade. O livro é narrado como um relato histórico, junta romance com mistério e horror, e revela o lado sombrio do coração humano.

“O Fantasma da Ópera” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Dica de autores – Rubem Alves

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Rubem Alves foi escritor, psicanalista, educador, filósofo e teólogo. É um dos intelectuais mais conhecidos e respeitados do Brasil.

Nasceu em 15 de setembro de 1933, em Boa Esperança. Aos doze anos, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Apesar de estudar em um bom colégio, seus colegas riam de seu sotaque, e ele buscou refúgio para a solidão na religião. Entre 1953 e 1957, Rubem estudou Teologia em um seminário Presbiteriano. Tornou-se Pastor, casou e teve três filhos.

No ano de 1963, deixou a família no Brasil e foi para Nova York para fazer pós-graduação. No ano seguinte, o golpe militar o fez retornar. Viveu sob medo, era procurado, acusado de ser subversivo. Rubem retornou aos Estados Unidos, para fazer doutorado. Retornou em 1968, e se demitiu na Igreja Presbiteriana. Passou a dar aulas de Filosofia em uma Faculdade do interior de São Paulo. A partir de 1973, passou a lecionar na Unicamp, local em que permaneceu a maior parte de sua vida acadêmica.  No início da década de 80, tornou-se psicanalista.

Rubem Alves entrou para a Academia Campinense de Letras, recebeu o título de Professor-emérito da Unicamp, foi nomeado cidadão-honorário de Campinas, e recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura. Faleceu em Campinas, no dia 19 de julho de 2014, vítima de falência múltipla de órgãos.

“Golpes duros na vida me fizeram descobrir a literatura e a poesia. Ciência dá saberes à cabeça e poderes para o corpo. Literatura e poesia dão pão para corpo e alegria para a alma. Ciência é fogo e panela: coisas indispensáveis na cozinha. Mas poesia é o frango com quiabo, deleite para quem gosta…Busco escrever simplesmente o que me dá na cabeça e no coração, embora ainda me sinta amarrado por antigas mortalhas acadêmicas.” (Rubem Alves)

Além de ter colaborado em alguns jornais, publicou mais de cem livros, muitos deles traduzidos para outros idiomas. O escritor tem uma mensagem direta, que explora a alma do ser humano. A Biblioteca Padre Elemar Scheid tem, em seu acervo, vários livros de Rubem Alves, nas áreas pedagógica, filosófica e teológica, além de literatura para crianças e adultos. Boa leitura!

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Exposição – “Aves de Santa Catarina”

A nossa unidade de Jaraguá do Sul está com uma nova exposição! O artista Carlos Meira trabalha com pedaços de papéis de diferentes cores e texturas, transformando as imagens em esculturas. “Aves de Santa Catarina” pode ser visitada até o dia 19 de setembro.

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Quadros Carlos Meira

 

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