Monthly Archives: Fevereiro 2015

Livros que viraram filmes – A insustentável leveza do ser

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O livro conta a história de quatro protagonistas – Tereza, Tomas, Sabina, e Franz -, e se passa em Praga, no ano de 1968. Seja por obra do acaso, ou por suas escolhas, cada um vive e sente o peso “insustentável” que limita a vida. Eles vivenciam amores, desamores, e erotismo em um tempo politicamente opressivo: invasão russa na Tchecoslováquia. Existe também uma reflexão sobre a existência humana como um enigma.

Para o autor, a leveza deriva de uma vida de liberdade descompromissada. Porém, essa vida fica sem sentido, pois o comprometimento fixa a vida com uma razão de ser. As escolhas entre leveza e peso, entre liberdade e comprometimento, podem ter como consequência o arrependimento. Kundera vê, na noção de Eterno Retorno (Nietzche), uma escapatória para esses arrependimentos.

“O peso da vida, para Kundera, está em toda forma de opressão. O romance nos mostra como, na vida, tudo aquilo que escolhemos e apreciamos pela leveza acaba bem cedo se revelando de um peso insustentável. Apenas, talvez, a vivacidade e a mobilidade da inteligência escapam à condenação — as qualidades de que se compõe o romance e que pertencem a um universo que não é mais aquele do viver” Italo Calvino

O livro foi lançado em 1982, e cinco anos depois foi adaptado para o cinema. “A insustentável leveza do ser” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid”. Boa leitura!

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Pequenas Porções de Leitura

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Livros que viraram filme – O sol é para todos

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Em Maycomb, no sul dos Estados Unidos, morava o advogado Atticus Fincher e seus filhos, Scout e Jem. Atticus foi designado para defender Tom Robinson, um negro acusado de estuprar uma moça branca. A história se passa no início dos anos 1930, em um dos estados sulistas conversadores e empobrecidos pela crise econômica.

Embora já se soubesse o resultado do julgamento – os negros sempre eram considerados culpados, mesmo quando eram inocentes, e por isso os advogados não se empenhavam na defesa – Atticus realmente defendeu Tom. Sem provas concretas a favor ou contra, o advogado mostrou a inocência do acusado. Tom foi preso, e numa tentativa de fuga, foi morto.

Durante três anos, Scout e Jem deram-se conta do racismo existente entre negros e brancos, e foram testemunhas da ignorância e do preconceito presentes na cidade. Os dois irmãos, junto com um amigo de férias, passaram por aventuras, surpresas e descobertas. Sob a influência de algumas pessoas, especialmente de Atticus, aprenderam sobre respeito, tolerância e amor ao próximo.

Mesmo lidando com temas como desigualdade racial e estupro, o livro tem certa leveza e humor, pois a narradora é Scout, filha de Atticus. O advogado é tido pelos leitores como um herói moral e exemplo de integridade. Outros temas presentes na história são: compaixão, coragem, e questões de classe e de gênero. Provavelmente é o livro que aborda a questão racial mais lido nos Estados Unidos.

Único livro da escritora, foi baseado livremente nas memórias familiares dela. Lançado em 1960, teve sucesso instantâneo, e tornou-se um dos clássicos da literatura norte-americana moderna. Recebeu prêmios e foi adaptado para o cinema em 1962.

“O sol é para todos” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Dica de leitura – Cem anos de solidão

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José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán são um casal que liderou a fundação da cidade imaginária de Macondo. Eles são primos e se casaram assustados pelo mito de que o casamento entre familiares podia trazer filhos com rabo de porco. Mesmo assim tiveram três filhos. Depois, apareceu mais uma menina que foi criada por eles.

Um dia, a cidade foi achada por um grupo de ciganos, que trouxe várias coisas para a cidade. José Arcadio se interessou por algumas coisas, e passou a se dedicar inteiramente à elas. Entre o grupo, havia Malquíades, que reapareceu várias vezes durante a história, mesmo depois de falecer.

O livro fala sobre a família Buendía, passando por várias gerações.  Ocorreram encontros e desencontros, entre os familiares e a cidade. Muito aconteceu até que o último da estirpe conseguiu decifrar os pergaminhos que profetizavam o futuro da família. Todas essas gerações foram acompanhadas pela Úrsula, que viveu mais de cem anos.

Lançado em 1967, “Cem anos de solidão” é uma das obras-primas da literatura latino-americana moderna. É a história desse povo, mas ultrapassou aquele momento. Rendeu ao escritor, Gabriel García Márquez, o Prêmio Nobel de Literatura, em 1982. O livro tem a narração em terceira pessoa, e tem seu próprio ritmo. Seu estilo é o realismo fantástico, pois excede a realidade e cria situações com sentidos. Cativou e ainda cativa milhões de leitores.

Dica: para os que vão ler, clique aqui para ver um resumo gráfico do romance e árvore genealógica dos Buendía!

“Cem anos de solidão” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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Pequenas Porções de Leitura

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Dica de Leitura – Histórias em Quadrinhos

No dia 30 de janeiro foi comemorado o Dia Nacional das Histórias em Quadrinhos!

As raízes das HQs são da pré-história, quando os homens contavam suas caçadas através das pinturas nas cavernas. Muito tempo depois, surgiram nas igrejas os quadros da via sacra de Jesus. Nesses casos, havia somente a seqüência dos desenhos, sem textos. Isso mudou no século 19, e alguns dos pioneiros foram o suíço Rudolph Töpffer, o francês Georges Colomb e o italiano Angelo Agostini, radicado no Brasil.

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O americano Richard Outcault criou, em 1895, o personagem Yellow Kid. Essa foi a primeira HQ com características modernas, como um personagem fixo, e as ações fragmentadas em quadrinhos. Cinco anos mais tarde, surgiu a primeira revista com histórias desenhadas, a Comic Cuts, com mais desenhos que imagens e com conteúdo satírico-humorístico.

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No Brasil, o precursor foi Angelo Agostini. Em 1869, ele criou para o jornal Vida Fluminense a primeira HQ brasileira: As Aventuras de Nhô Quim, que contava as desventuras de um homem simples do interior do Brasil. Em 1883, Agostini iniciou, na Revista Illustrada, a segunda série: As Aventuras de Zé Caipora. Seus desenhos continham teor cômico, mas também crítico.

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Em 1905, surgiu aqui a revista O Tico-Tico, que foi publicada até o final dos anos 1950. No começo, havia bastante material franco-americano, e depois foi sendo substituído por artistas nacionais. O jornal A Gazeta criou, em 1929, um suplemento de quadrinhos no formato tabloide. Anos depois surgiu a revista Mirim. Entre o final da década de 1990 e o começo da década de 2000, surgiram na internet diversas HQs brasileiras.

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A Biblioteca Padre Elemar Scheid possui em seu acervo livros de HQs, de vários personagens: Calvin e Haroldo, Mafalda, Garfield, Dilbert, Asterix e Obelix, Turma da Mônica, e outros. Boa leitura!

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Pequenas Porções de Leitura

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