Dica de Leitura – Iracema

Iracema

Iracema era uma índia da tribo tabajara. Filha do pajé, era virgem e tinha lábios de mel. Um dia, estava descansando na floresta quando escutou um ruído. Um guerreiro branco a olhava, e rapidamente, uma flecha dela o atingiu. Percebendo que o magoara, Iracema foi até ele e estancou o sangue e tirou a flecha. Martim seguiu a índia até a cabana de seu pai e se tornou hóspede.

O guerreiro branco decidiu ir embora, mas Iracema pediu que ele ficasse. Um dia, estavam passeando pela mata. Lá, um guerreiro tabajara percebeu a proximidade dos dois e tentou ferir Iracema, mas quem acabou ferido foi ele. Iracema era a virgem que carregava o segredo da jurema e o mistério do sonho, e não podia envolver-se com Martim, pois, caso contrário, morreria.

Quando Martim foi embora, Iracema o acompanhou, junto com Poti, amigo do guerreiro branco, da tribo dos pitiguaras. A índia revelou que não podia mais se separar de Martim, pois não era mais a virgem de Tupã, tornara-se esposa do guerreiro. Chegaram às terras pitiguaras e ficaram por um tempo. Iracema estava triste por estar em terra de inimigos de sua tribo. O casal resolveu partir, e Poti foi junto, até chegarem a um lugar escolhido para fazer a cabana, onde foram felizes.

O guerreiro branco passou por uma cerimônia, teve o corpo pintado e recebeu o nome de Cotiabo. Um dia, Iracema descobriu que estava grávida. Martim precisou, junto com Poti, defender a tribo. Depois de voltar, o guerreiro foi sentindo saudades de sua terra, e tornou-se ausente. A índia sentia falta do esposo. O bebê nasceu quando os dois novamente haviam saído para a guerra. Iracema deu-lhe o nome de Moacir, “filho do sofrimento”.

Por causa de sua tristeza, Iracema sentia-se fraca, e mal conseguia alimentar seu filho. Quando finalmente Martim e Poti retornam, ela só teve forças para mostrar Moacir ao pai. Martim deitou Iracema na rede, e logo ela faleceu. Conforme havia sido seu pedido, a índia foi enterrada ao pé do coqueiro que tanto gostava. Esse lugar depois veio a ser chamado de Ceará. Martim partiu para Portugal com seu filho, mas depois retornou, plantando no lugar a fé cristã. Poti tornou-se cristão e permaneceu amigo de Martim.

O livro possui personagens que fizeram parte da História do Brasil, e mistura com ficção, criando o nascimento do primeiro filho da miscigenação entre o índio e o branco. Foi publicado pela primeira vez em 1865, e integra a tríade dos romances indianistas de José de Alencar.  “Iracema” faz parte do acervo da Biblioteca católica SC. Boa leitura!

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