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Dica de Leitura – Cinderela chinesa

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Em novembro de 1937, nasceu, na China, uma menina chamada Yen Jun-ling. Pouco tempo depois a mãe dela faleceu, o que fez com que seus irmãos achassem que ela trazia azar. Seu pai casou novamente, e com a esposa teve mais dois filhos. Ignorada pelo pai e pela madrasta, a menina contava com a ajuda e o carinho de seus avós e uma tia, que moravam junto com a família.

Na primeira semana em que começou a estudar, Yen Jun-ling, apareceu com uma medalha e um diploma, por ter sido a melhor aluna da classe naquela semana. Embora seus irmãos a maltratassem de várias formas, o pai dela ficou orgulhoso pelo desempenho da menina. A pequena chinesa continuou, então, a se esforçar nos estudos, para agradar ao pai. Seu maior contentamento passou a ser a escola, e sentir a alegria de seus professores e colegas com seu esforço.

A avó de Yen Jun-ling faleceu. Niang, a madrasta, passou a mandar na casa. Eles haviam se mudado, a casa tinha três andares, e os cinco irmãos tinham restrições, enquanto que o filho e a filha mais nova tinham uma vida melhor. As coisas só pioravam para a menina. Cada vez mais estudava, e começou a escrever. Ignorada, maltratada física e verbalmente, era nos estudos e nas escritas que ela podia esquecer um pouco de sua vida.

Em mais uma das férias em que ficou no internato, Yen Jun-ling soube de um concurso de peças teatrais para crianças falantes de inglês no mundo todo. Incentivada por uma das madres, a menina fez a inscrição e escreveu uma peça, dedicando-a ao seu avô. Meses depois, ainda sem resposta do concurso, o avô faleceu. Niang a chamou e disse que logo ela teria que largar os estudos e procurar um emprego, pois eram muitos filhos para arcar com as despesas. De volta à escola, a chinesa escreveu várias cartas aos pais, pedindo que a deixassem ir para a Inglaterra, onde os dois irmãos mais velhos já estavam estudando e para onde o terceiro iria.

Um dia, o motorista da família apareceu para levá-la para casa. Seu pai a havia chamado. Ela vencera o concurso, e tinha saído no jornal. Além da medalha, recebeu um prêmio de 50 libras esterlinas. Ela teve, então, a permissão para ir para a Inglaterra. Adeline – o nome ocidental da menina – formou-se em Medicina, casou-se e teve dois filhos.

Antes mesmo de aparecer a Cinderela na Europa, já havia uma história de uma garota chinesa, órfã, que ficou as cuidados da madrasta. Houve uma festa e ela foi escondida. Lá conheceu um nobre guerreiro, mas teve que fugir da madrasta. Ela acabou perdendo um dos sapatos, o que fez com que ele a encontrasse, eles se casaram e viveram felizes.

“Cinderela chinesa” faz parte do acervo da Biblioteca Joinville. Boa leitura!

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Pequenas Porções de Leitura

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Dica de Autores – J. R. R. Tolkien

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John Ronald Reuel Tolkien nasceu em 03 de janeiro de 1892, na África do Sul, onde seu pai trabalhava como banqueiro. Aos três anos, o pai faleceu e ele, sua mãe – Mabel – e seu irmão mudaram-se para a Inglaterra. John começou a ler cedo, e também a escrever. Com a morte da mãe, ele e o irmão ficaram aos cuidados de um sacerdote por um tempo.

Em 1914, Tolkien noivou com Edith e eles se casaram em 1916.Tolkien formou-se em Letras. Voluntariou-se durante a Primeira Guerra Mundial. Doente, foi dispensado, e durante sua recuperação, começou a escrever algumas histórias que, se tornariam, mais tarde, “O silmarillion”, sua obra mais amada, embora não muito conhecida.

Tornou-se filólogo e professor universitário, sendo especialista em anglo-saxão. Na década de 1920, surgiu “O hobbit” e anos depois, “O senhor dos anéis”. Mesmo já existindo escritores célebres de ficção e fantasia, Tolkien é conhecido como “pai da moderna literatura fantástica”. E muitos autores contemporâneos inspiraram-se no universo criado por ele.

Os estudos de línguas antigas e modernas, especialmente o finlandês, serviram de base para a sua criação de gramáticas e idiomas, como o élfico. Suas obras já foram traduzidas para mais de cinquenta idiomas, e continuam influenciando, e recebendo adaptações para as mais diversas mídias.

John e Edith tiveram quatro filhos. Ela  faleceu em 1971. No ano seguinte, Tolkien recebeu o diploma de Doutorado Honorário em Letras da Universidade de Oxford, e foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico, pela rainha Elizabeth II – o que o tornou Sir John Ronald Reuel Tolkien. Em 2 de setembro de 1973, o escritor faleceu.

Alguns fatos da vida de Tolkien possivelmente repercutiram em suas histórias. Ainda na infância, foi mordido por uma grande aranha. Um dos lugares em que morou era perto de uma fábrica com duas grandes torres, que talvez tenham sido influência para as torres de “O Senhor dos Anéis”. Em um passeio num bosque, Edith dançou para ele, daí veio a inspiração para a personagem Lúthien, umas das mais importantes personagens de O silmarillion, e que teve uma história de amor com Beren. No túmulo onde foram enterrados Edith e Tolkien, aparecem os nomes de Luthien e Beren.

A Biblioteca Católica SC tem, em seu acervo, alguns livros de J. R. R. Tolkien. Boa leitura!

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Pequenas Porções de Leitura

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Dica de Leitura – Uma viagem através dos mitos

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Mais do que trazer apenas os mitos, esse livro dá a explicação e o significado deles, trazendo os sentidos e os aspectos psicológicos. São histórias das mais diversas civilizações, que podem nos ajudar a entender a vida e a enfrentá-la da melhor forma.

O livro segue a linha da vida: inicia nas relações com os pais e os familiares, e vai até a morte, passando pela busca pela autonomia, relacionamentos e vocação. Pode ser lido totalmente, ou apenas uma parte.

“Uma viagem através dos mitos: o significado dos mitos como um guia para a vida” faz parte do acervo da Biblioteca católica SC. Boa leitura!

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Exposição – “Minhas obras meus poemas”

A Biblioteca Padre Elemar Scheid, está com a mostra “Minhas obras meus poemas”, da artista Cema Raizer. A exposição vai até o dia 29 de setembro. Prestigie!

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Pequenas Porções de Leitura

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Dica de Leitura – Flush: memórias de um cão

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Flush era um Cocker Spaniel que viveu na Inglaterra nos anos 1800. Pertencia a uma moça que o doou para outra, a senhorita Barrett, para alegrá-la. Elizabeth Barrett, poetisa, tinha problemas de locomoção, e passava boa parte do tempo em seu quarto. No começo, Flush estranhou muito, pois era acostumado com passeios ao ar livre, onde podia correr na grama. Mas leal e companheiro, acostumou-se com a nova vida.

Infelizmente, um dia, Flush foi roubado quando Elizabeth estava saindo de uma loja com a irmã. Os cachorros roubados iam para um lugar ruim e de péssimas condições, e ficavam lá enquanto esperavam seus donos pagarem um certo senhor, que os devolvia. Uma negociação foi feita, mas Flush não era devolvido. A senhorita Barrett, apesar de todos tentarem a dissuadir, foi atrás do cachorro. Ficou impressionada com o local, pois era bem diferente da vida a qual ela estava acostumada. Não conseguiu levar com ela, mas logo ele foi levado de volta.

Flush acompanhou as mudanças na vida de Elizabeth: casamento às escondidas, fuga para a Itália, o nascimento do filho. Nesse outro país, o cachorro passeava livremente, conheceu outros cachorros, e algumas cadelinhas. Até que um dia, depois de anos, velho e cansado, descansou para sempre.

O livro conta a história de Flush do ponto de vista dele. A idéia surgiu quando Virginia Woolf leu as cartas trocadas entre os poetas Elizabeth Barrett Browning e Robert Browning. Nessas cartas, Elizabeth descrevia o cachorro, falava sobre ele. Como um descanso após a escrita de um romance, Virginia Woolf resolveu fazer o livro sobre o Flush. Mas a brincadeira surpreendeu e o livro foi muito bem recebido, tanto pelo público como pelos intelectuais.

“Flush: memórias de um cão” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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(Ilustração de Edwina, no livro “Flush of Wimpole Street and Broadway”, de Flora Merrill)

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Pequenas Porções de leitura

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Dica de leitura – O rei de amarelo

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“O Rei de Amarelo” é um livro com uma peça teatral, que afeta profundamente a mente dos que a lêem, e causa efeitos horripilantes.

Este “O Rei de Amarelo” é uma reunião de contos de Robert W. Chambers, que conta, nos primeiros quatro textos, histórias de pessoas que leram o livro, e como ficaram afetadas.

Os dois contos seguintes fazem a transição do fantástico para o realismo presente nos contos posteriores, que são textos românticos sobre a vida boêmia em Paris, no século XIX. Mas cada um parece ter relação com algum outro, ou traz um personagem de nome igual, ou, talvez, sejam os mesmos.

A peça teatral não existe, e já houve tentativas de escrevê-la, mas sem que conseguissem chegar à loucura que autor propôs. A obra de Chambers influenciou grandes nomes, como Stephen King, H. P. Lovecraft, Neil Gaiman e Raymond Chandler. “O rei de amarelo” faz parte do acervo da Biblioteca Joinville. Boa leitura!

“Durante minha convalescência, comprei e li pela primeira vez O Rei de Amarelo. Lembro, depois de terminar o primeiro ato, que me ocorreu que era melhor parar por ali. Arremessei o volume na lareira, mas o livro bateu na grade protetora e caiu aberto no chão, iluminado pelas chamas. Se não tivesse visto de passagem as primeiras linhas do segundo ato, eu nunca teria terminado a leitura, mas, quando me levantei para pegá-lo, meus olhos grudaram na página aberta, e com um grito de horror, ou talvez tenha sido de alegria, tão pungente que o senti em cada nervo, afastei o objeto das brasas e voltei em silêncio e tremendo para meu quarto, onde o li e o reli, e chorei, e ri e estremeci com um terror que às vezes ainda me assola.”

(Trecho do conto O reparador de reputações)

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