Dica de Leitura – livros novos

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As bibliotecas de Joinville e Jaraguá estão com livros novos. Confira as dicas e boa leitura!

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O Jogo de Sade (Miquel Esteve)

“Preso a um casamento infeliz e vendo o império financeiro que construiu ruir, Javier busca um jeito de fugir de seus problemas, ainda que temporariamente. Após pedir uma dica de um ambiente diferente ao garçom de seu bar favorito, ele recebe um cartão enigmático, no qual o nome “Donatien” aparece acompanhado de um número de telefone celular. No verso, uma senha, em francês: “Les infortunes de la vertu”, que pode ser traduzida como “Os infortúnios da virtude”.
Uma vez no Donatien, Javier percebe que assistirá a um espetáculo baseado em um trecho do livro Justine ou os infortúnios da virtude, do Marquês de Sade. Completamente envolvido pela atmosfera carregada de violência e erotismo, ele faz sexo com uma das mulheres presentes. A partir daí, o empresário é incluído em um jogo perigoso, que envolve atração sexual, chantagem, traição e o assassinato de Magda, além de acender a lembrança de momentos e pessoas que ficaram no passado.”

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Deadpool – Dog park (Stefan Petrucha)

“Em Deadpool: Dog Park somos apresentados a Wade Wilson, o Deadpool, um dos personagens mais inusitados do Universo Marvel. Neste romance, inédito no Brasil, o Mercenário Tagarela tem uma missão tragicômica: salvar a humanidade de terríveis filhotinhos de cachorro. Ok, falando assim pode até não parecer tão terrível, mas é preciso mencionar que esses fofinhos têm uma tendência um pouco incômoda de transformar-se em monstros gigantes. A Deadpool cabe descobrir quem está por trás desse plano maligno. De preferência, com todos os seus órgãos intactos. Ao leitor cabe deleitar-se com o humor ácido e escrachado de Stefan Petrucha (autor de Jack, o estripador, em Nova York), de preferência sozinho, para não ser flagrado em ataques súbitos de riso.”

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Dicas de Leitura – Livros novos

2019.03.28 - livros novos

A unidade de Joinville recebeu recentemente uma doação com duas séries quase completas. Confira e boa leitura!

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A seleção (Kiera Cass)

No primeiro volume, America Singer participa de uma seleção em que será escolhida uma princesa. Não era isso que ela pretendia, mas talvez seu futuro vá ser totalmente diferente. A história segue nos próximos 4 volumes. Da mesma autora, e contando a versão do príncipe e do guarda (ex-namorado de America), temos no acervo o livro “O príncipe e o guarda”.

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Os Bridgertons (Julia Quinn)

“Os Bridgertons são uma família muito unida, divertida, barulhenta e bagunceira, que se ama e se protege mutuamente, sob o olhar sempre vigilante e amoroso da mãe, Violet, a viscondessa-viúva. A série consiste em oito livros, cada um deles protagonizado por um dos irmãos, e um nono volume, reunindo ‘segundos epílogos’ para os livros anteriores e mais um conto sobre Violet.” No acervo temos do volume 2 ao 9.

Dia Mundial da Água

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Decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Dia Mundial da Água foi criado para despertar nas pessoas a consciência da preservação dos recursos hídricos, a preocupação com a escassez de água potável, e provocar nos agentes governamentais, iniciativa privada, e sociedade civil a necessidade de preservação desse recurso natural que é essencial à vida.

Para um dia tão especial, nossas sugestões de leitura são:

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O Quinze

Rachel de Queiroz

O Quinze foi o primeiro e mais popular romance da escritora. A história se dá em dois planos: um enfocando o vaqueiro Chico Bento e sua família; o outro, a relação afetiva entre Vicente, rude proprietário e criador de gado, e Conceição, sua prima culta e professora. Conceição é apresentada como uma moça amante dos livros e com tendências feministas e socialistas. O período de férias, ela passava na fazenda da família com a avó Mãe Nácia, no Logradouro, perto do Quixadá, onde morava seu primo Vicente. Com o advento da seca, a família de Mãe Nácia decide ir para cidade e deixar Vicente cuidando de tudo, resistindo.

No segundo plano, Rachel apresenta a marcha trágica do vaqueiro Chico Bento com sua mulher e seus cinco filhos, representando os retirantes. Ele é forçado a abandonar a fazenda onde trabalhava. Com algum dinheiro, mantimentos e um animal, ruma para o Norte, onde há a extração da borracha. No percurso, o filho mais novo morre envenenado e o mais velho desaparece. Ao chegarem no campo de concentração, são reconhecidos por Conceição, sua comadre, que vai lhes prestar ajuda. Rachel conseguiu exprimir os anseios e angústias da sua região brasileira, integrada numa dimensão ficcional que se inaugurara com A Bagaceira, de José Américo de Almeida, em 1928.

 

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O silêncio da água

José Saramago

Em uma tarde silenciosa, um garoto vai pescar à beira do Tejo e é surpreendido por um peixe enorme que lhe puxa o anzol. Infelizmente, a linha arrebenta, deixando-o escapar. Ele corre até a casa dos avós, com a esperança de voltar, rearmar a vara e “ajustar as contas com o monstro”. Claro que, ao alcançar o mesmo ponto do rio, o menino não encontra mais nada, apenas o silêncio da água. Sua tristeza só não é completa pois o peixe, como ele diz, “com o meu anzol enganchado nas guelras, tinha a minha marca, era meu”.
Esse menino foi José Saramago, que narra neste livro uma aventura de infância que, para ele, culmina em um despertar da lucidez. Ilustrado por Manuel Estrada, este pequeno conto autobiográfico se torna uma fábula de extraordinária beleza e sabedoria.

 

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Vidas Secas

Graciliano Ramos

Vidas secas, lançado originalmente em 1938, é o romance em que mestre Graciliano ― tão meticuloso que chegava a comparecer à gráfica no momento em que o livro entrava no prelo, para checar se a revisão não haveria interferido em seu texto ― alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa. O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.

Os títulos citados fazem parte do acervo das Bibliotecas da Católica SC.

Boa leitura!

 

Dica de leitura – A zona morta

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Johnny Smith tinha 23 anos quando sofreu um grave acidente que o deixou em coma por mais de quatro anos. Era professor e estava saindo com uma garota, Sarah. Naquela noite, eles haviam ido a um parque de diversões e, antes de ir embora, pararam na Roda da Fortuna. Johnny acertava todos os números, mas o jeito que ele estava, o olhar dele… assustou Sarah. Mais tarde, um carro fazendo um racha bateu de frente com o táxi em que ele estava. Foi por pouco que não morreu na hora.

Haviam poucas esperanças de recuperação, e Sarah seguiu adiante, casando-se e tendo filho. Vera, mãe de Johnny, era muito religiosa, e acreditava que o filho voltaria e que Deus tinha um grande plano para ele. Agarrava-se a diversas teorias e cada vez mais beirava a loucura. O pai dele, Herb, chegou a pensar se não seria melhor o filho morrer a ficar vegetando no hospital.

Quando finalmente acordou, não era só seu corpo que estava diferente. Os neurologistas consideravam quase milagre o fato de não haver quase nada de sequelas no cérebro de Johnny. Talvez a queda na infância com a pancada da cabeça o salvou. Mas na verdade o acidente deixou muito mais forte algo que ele havia adquirido quando criança. Ao encostar a mão em alguém ou em algum objeto pertencente a uma pessoa, Johnny podia ter premonições. Mas será que é algo bom? Ou pode trazer desgraça para Johnny e sua família?

“A zona morta” faz parte do acervo da Biblioteca Católica SC. Boa leitura!

Dica de leitura – Um universo num grão de areia

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“Ver um mundo num grão de areia

E um céu numa flor silvestre,

Ter o infinito na palma da sua mão

E a eternidade numa hora.”

(William Blake)

 

Em cada grão, o universo do ser, suas histórias, seu cotidiano e suas realizações. Em cada grão, cores e sons. Inspirado no poema de William Blake, Rubem Alves escreveu algumas crônicas e as reuniu no livro.  Ele fala sobre o ser humano e seu universo, e sobre a riqueza que há nesses grãos. Sobre sofrimento, viagens, felicidade, paternidade, futebol, Deus… E fala de uma forma bastante lírica, para amantes do ser, da arte e da poesia.

“Um universo num grão de areia” faz parte do acervo da Biblioteca Católica SC. Boa leitura!

Dicas de escritoras!

2019.03.08 dia internacional da mulher

Hoje é o Dia Internacional da Mulher. Em comemoração à essa data, as dicas da biblioteca são de grandes escritoras.

Parabéns, mulheres, pelo seu dia, e boa leitura!!!

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Virginia Woolf

Virginia Adeline Stephen Woolf nasceu em Londres, Inglaterra, em 1882. Seu pai, um crítico literário, foi quem a educou. Figura central do grupo Bloomsbury.  Em 1912, casou-se com Leonard Woolf e fundou a casa editorial Hogarth Press, que lançou, além da própria escritora, T.S.Elliot, Forster e K. Mansfield. Foi a primeira editora a publicar a obra de Freud em inglês. Seu primeiro livro, A viagem, foi publicado em 1915. Virginia já apresentava um histórico de saúde mental frágil, que culminaria no seu suicídio, em 1941.

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Clarice Lispector

Escritora e jornalista. Nasceu na Ucrânia e veio para o Brasil ainda na infância. Morou durante muito tempo em Pernambuco. Ao lado de Guimarães Rosa, Clarice rompeu com as tradições literárias no séc. XX. Seus livros são famosos por conterem personagens subversivas e existencialistas. Também é conhecida por escrever pelo fluxo de consciência. Seus livros mais famosos são: A Hora da Estrela, A Paixão Segundo G.H e a coletânea de contos Laços de Família.

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Toni Morrison

Nasceu em 1931, em Ohio, nos Estados Unidos. Formada em letras pela Howard University, estreou como romancista em 1970, com O olho mais azul. Em 1975, foi indicada para o National Book Award com Sula (1973), e dois anos depois venceu o National Book Critics Circle com Song of Solomon (1975). Amada (1987) lhe valeu o prêmio Pulitzer. Foi a primeira escritora negra a receber o prêmio Nobel de literatura, em 1993. Aposentou-se em 2006 como professora de humanidades na Universidade de Princeton.

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Lygia Fagundes Telles

Nascida Lygia de Azevedo Fagundes, foi galardoada com o Prémio Camões em 2005. Também é membra da Academia Paulista de Letras desde 1982, da Academia Brasileira de Letras desde 1985 e da Academia das Ciências de Lisboa desde 1987. Famosa por sua escrita elegante, as obras de Lygia retratam os temas clássicos e universais como a morte, o amor, o medo e a loucura.

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Pearl S. Buck

Nasceu nos Estados Unidos, em 1892. Com três meses de idade, foi para a China com os pais, e até os 15 anos, estudou em Xangai. Cursou Psicologia nos Estados Unidos, mas retornou à China, logo em seguida, para lecionar. Casou-se naquele país com um americano, e viveu ali até 1934. Já com um mestrado em Literatura pela Universidade de Cornell, lançou A Boa Terra, seu segundo romance, em 1931. O livro foi sucesso instantâneo, e ganhou o Prêmio Pulitzer. A autora recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1938. Escreveu mais de cem livros e várias radionovelas. A escritora morreu em 1973, aos 80 anos de idade.

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Rachel de Queiroz

Tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira. Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras. Em 1993, também a primeira mulher galardoada com o Prêmio Camões. Seus livros trazem denúncias da realidade social vivida no nordeste brasileiro.

Agatha Christie

Agatha Christie

Agatha Christie (1890-1976) foi uma escritora inglesa. Em 1917, desafiada pela irmã Madge a criar uma trama policial, escreve seu primeiro livro, “O Misterioso Caso de Styles”, em que o detetive belga, Hercule Poirot, aparece pela primeira vez. O livro só foi publicado em 1920. Escreveu outros livros, mas foi em 1926, com “O Assassinato de Roger Ackroyd”, que ficou famosa. Hercule Poirot aparece em 33 obras da autora. Agatha foi a maior escritora policial de todos os tempos. Alguns de seus livros foram adaptados para o cinema, televisão e teatro.

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Doris Lessing

Doris Lessing (1919-2013) foi uma escritora inglesa, autora da obra-prima O Carnê Dourado – um marco do feminismo na literatura. Foram mais de 50 livros publicados. Em 1999, recusou o título de “Dama do Império Britânico”, porque “não existe mais Império Britânico”, dizia ela. Declarava ser filha da guerra, “onde todos os horrores de massa do nosso tempo foram gerados”, afirmava a escritora. Em 2001, Lessing recebeu o “Prêmio Príncipe das Astúrias”, e em 11 de outubro de 2007 recebeu o “Prêmio Nobel de Literatura”. Estando com 87 anos, foi até então, a pessoa mais idosa que já recebeu essa honraria.

Dicas de Leitura – Livros novos

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A Biblioteca de Joinville recebeu mais alguns livros. Confira as dicas e boa leitura!

morangos mofados

Morangos mofados – Caio Fernando Abreu

“Os contos de “Morangos Mofados” mostram a fé fundamental que iluminou o projeto libertário da contracultura. A fé que orientou o sonho cujo primeiro grande impulso vem dos ‘rebeldes sem causa’ de Elvis e Dean; que se define em seguida com a ‘grande recusa’ da sociedade tecnocrática pelo flower power ao som dos Beatles e dos Rolling Stones; e que ganha, de forma inesperada, uma nova e mágica força no momento em que Lennon declara dramaticamente: o sonho acabou. Os “Morangos Mofados” têm uma irresistível atualidade. Modificando caminhos percorridos, põem em cena uma possível pontuação para essa história, ou, como esclarece o conto ‘Os companheiros’: ‘Uma história nunca fica suspensa, ela se consuma no que se interrompe, ela é cheia de pontos finais.” Heloisa Buarque de Holanda

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Fome de saber: a formação de um cientista – Richard Dawkins

“Filho de pais naturalistas e de uma família de cientistas consumados, Richard Dawkins estava fadado a levar a biologia nos genes. Mas que influências moldaram seu desenvolvimento intelectual? E quem o inspirou a tornar-se o cientista pioneiro e a autoridade intelectual cuja fama (ou infâmia, para alguns) alcança todo o planeta? Em Fome de saber, Dawkins traça um panorama colorido e encorpado de seus primeiros anos de vida. A autorreflexão sincera e as anedotas espirituosas são intercaladas com reminiscências da família, dos amigos, da literatura, da poesia e da música. Finalmente podemos compreender as influências que moldaram o intelectual que buscou explicar nossas origens.”

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A.C. …antes da Carolina, d.C. …depois da Carolina – Mário Cezar da Silveira

“O romance narra a história vivenciada pelo arquiteto Mário Cezar da Silveira antes e depois do nascimento da filha Carolina, portadora de paralisia cerebral. ‘Quando minha filha nasceu eu me deparei uma triste dicotomia. Minha filha não poderia estar nos lugares que eu planejava, porque eles não eram adequados às necessidades das pessoas com deficiência. Isso foi um grande choque para mim, e foi então que comecei a compreender a causa e lutar pela acessibilidade’”.

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Entranhas – Salustiano Souza

“As palavras são uma inesgotável fonte de magia, possuem um poder incomensurável, podendo ser direcionadas para o bem ou para o mal, determinando o rumo do homem em busca de significado. Mas, como bem disse Simone de Beauvoir: ‘não se pode escrever nada com indiferença’, o que escrevemos nada mais é do que o retrato de nosso âmago, o espelho de nossa alma. Escrever é a arte de tirar os sentimentos de dentro do peito e fazê-los aflorar. É rasgar nossa entranha e fazer com que a chama que nos habita possa irradiar-se na direção do outro. É acender a luz que há em nós. Como disse Buda, ‘muito antes da vela se acender, a luz da vela já brilhava’. Esse livro é isso: minhas entranhas rasgadas ao longo do tempo.”

Livros que viraram filmes – Tomates verdes fritos no Café da Parada do Apito

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Era dezembro de 1985 quando Evelyn Couch foi mais uma vez à casa de repouso Rose Terrace, onde o seu marido ia visitar a mãe dele aos domingos. Evelyn não gostava muito de ir lá, e naquele dia conseguiu escapar dos dois e ir à um saguão dos fundos. Ela achou que ia ficar sossegada, mas logo uma senhora, com seus oitenta e alguns anos, desatou a falar. A partir daquele dia, Evelyn e a sra. Threadgoode passariam a conversar todos os domingos, e se tornariam grandes amigas.

Enquanto a senhora vai contando e relembrando coisas do passado, consegue ajudar a Evelyn, que estava perto dos cinquenta anos, a se redescobrir e a mudar sua vida. O livro conta, alternadamente, histórias em décadas diferentes, especialmente em torno do Café, que era de Idgie e Ruth. Enquanto conta causos de formas diferentes, vai apresentando ao leitor a vida de diversas pessoas, no Alabama. Fala de preconceito, de perdas, mas principalmente de transformações, de coragem, de amizade e de amor.

O livro foi publicado pela primeira vez em 1987 e virou filme em 1991. “Tomates verdes fritos” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

Dica de Leitura – Olhe nos meus olhos

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John Elder Robison foi diagnosticado com Síndrome de Asperger – uma condição dentro do espectro do autismo – somente aos quarenta anos. John percebeu que não estava sozinho, e começou a se entender melhor e a compreender as pessoas. A Síndrome de Asperger foi reconhecida como uma condição há poucos anos, portanto, John passara toda a sua infância tido como estranho, o diagnosticaram como esperto, mas preguiçoso, e possivelmente um sociopata.

A frase que ele mais ouvia era “Olhe nos meus olhos!”, pois pela dificuldade em interagir socialmente, ele não olhava os outros nos olhos. Mas isso não o impedia de tentar se relacionar. Não entendia porque as outras crianças não brincavam da mesma maneira que ele, e se sentia triste por quase não ter amigos. Somado a isso, tinha as dificuldades na vida familiar. Na adolescência largou a escola, e saiu de casa. Sua habilidade com circuitos eletrônicos o levou a trabalhar com bandas – um dos seus trabalhos foi a adaptação das guitarras de Ace Frehley, do KISS -, e quando precisou de um emprego com salário fixo, foi crescendo nas empresas. Mas percebeu que acabava esbarrando em uma habilidade necessária à sua função: a comunicação. Por mais que se esforçasse para ser “normal”, ainda tinha dificuldades.

Resolveu juntar seu conhecimento com uma paixão antiga: carros. Abriu seu próprio negócio, e apesar dos obstáculos iniciais, não desistiu e cresceu. A JE Robison Service conserta e restaura carros. John casou-se duas vezes e tem um filho do primeiro casamento.  Com o incentivo do irmão mais novo, transformou sua história em livro.

O livro foi publicado em 2007 e o autor conta, com sinceridade e profundidade a história de sua vida, do ponto de vista de um portador de Síndrome de Asperger – sua visão de mundo, seus contratempos e sua superação. “Olhe nos meus olhos” faz parte do acervo da Biblioteca Católica SC. Boa leitura!

Dica de Leitura – O guia do mochileiro das galáxias: não deixe a terra sem ele

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Arthur Dent deitou-se na frente da sua casa, para evitar que ela seja demolida e vire uma via expressa.  Mas mal sabe ele que está prestes a perder muito mais que isso. Logo aparece Ford Prefect, que o chama para beber e avisa a todos que a Terra vai ser destruída em alguns minutos, mas ninguém acredita nele.

Ford é um E.T. que morou no nosso planeta por quinze anos, disfarçado de ator desempregado, e estava fazendo uma pesquisa de campo para o Guia do Mochileiro da Galáxia. Ele e Arthur conseguem fugir pegando uma carona em uma nave alienígena, depois são expulsos e salvos por uma nave nova, a Coração de Ouro, roubada pelo presidente do Governo Imperial Galáctico, Zaphod Beeblebrox.

Zaphod é semiprimo de Ford, e está em busca de Magrathea, o planeta que há muito tempo era a sede da indústria de construção de planetas de luxo sob medida. Magrathea estava desaparecido e havia virado uma lenda. Zaphod, que buscava uma coisa ou outra, sem pensar muito, disse que estava um pouco curioso, gostava de aventura e pensava na fama e no dinheiro. Porém, as coisas saíram um pouco diferentes do que ele imaginava.

Enquanto tenta entender o que está acontecendo, e entra também na busca pelo sentido da vida, Arthur vive uma aventura que nunca imaginava que iria ter.

A história recebeu diversas adaptações, e o Dia da Toalha, ou do Orgulho Nerd – 25 de maio – é comemorado em homenagem a Douglas Adams, criador da série. “O guia do mochileiro das galáxias” faz parte do acervo da Biblioteca Católica SC. Boa leitura!