Literatura

Dica de Leitura – Cachorros

2017.11.16 - cachorros

Hoje, a dica de livros é para os amantes de “catioros”. Confira nossas sugestões e boa leitura!

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Anjo de quatro patas: a verdadeira amizade entre um homem e seu cachorro (Walcyr Carrasco)

“Neste livro, Walcyr Carrasco mostra o amor incondicional que só os cães são capazes de oferecer. Uno, seu husky, faz o autor redescobrir o prazer de olhar a vida com os olhos do coração. Foram risadas, diversões, trapalhadas, afeto e companheirismo. Dias de redescoberta das emoções.”

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Marley & eu: a vida e o amor ao lado do pior cão do mundo (John Grogan)

“Você irá rir, se emocionar e se surpreender com este livro. John Grogan sabe que as jornadas que pessoas e cachorros enfrentam juntos são um reflexo de nossa própria humanidade e das alegrias e tristezas, dos altos e baixos de nossas vidas. Marley é um grande e inesquecível cão, e nas mãos de um escritor observador, realista e objetivo como Grogan, esta é uma jornada ao mesmo tempo humana e canina que os amantes de cães adorarão viver. O livro é uma lição de amor incondicional.”

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Cachorros encrenqueiros se divertem mais (John Grogan)

“Esta coletânea de crônicas escritas por John Grogan é uma análise do mundo e dos costumes contemporâneos, com seus altos e baixos, problemas e encantos. O autor transita nas mais diferentes áreas e traz para o leitor um ensinamento lúdico sobre a jornada que une seres humanos e animais.”

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Flush: memórias de um cão (Virginia Woolf)

“A obra é a biografia de um cão que mostra aventuras e mistérios da existência percebidos através dos olhos do melhor amigo do homem. O personagem central dessa história é um cocker spaniel de origem inglesa, Flush. Em pleno processo de apreensão do mundo e de si mesmo, ele ama tanto os raios de sol quanto um pedaço de rosbife, a companhia de cadelinhas malhadas assim como a companhia de seres humanos, o cheiro de campos abertos tanto quanto ruas cimentadas e o burburinho da cidade. A autora tece comentários sobre a sociedade inglesa e vitoriana e seus valores.”

 

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Dica de leitura – Desaparecido para sempre

desaparecido para sempre

Will Klein está passando por um momento difícil: sua mãe faleceu e sua namorada foi embora. Além disso, em seus últimos dias de vida, a mãe de Will fez uma revelação a ele: seu irmão Ken, sumido há aproximadamente onze anos, estava vivo.

Ken era acusado pelo assassinato de Julie – o primeiro amor de Will. Ninguém mais tinha notícias dele, e a maioria acreditava que ele estivesse morto. Will acreditava na inocência dele. Sheila, a namorada, nunca falava sobre seu passado, e quando foi embora do apartamento deixou apenas um bilhete dizendo que o amaria para sempre.

Disposto a descobrir o paradeiro de seu irmão e tentar provar sua inocência, e a encontrar Sheila – que ele amava muito e o tinha feito esquecer Julie -, Will conta com a ajuda de muitas pessoas, e principalmente, de seu amigo e companheiro de trabalho, Squares.

Várias pessoas envolvidas, mentiras, e algumas mortes. Apesar de todas as dificuldades, Will não desiste até que tudo se encaixe. Prefere saber toda a verdade, por mais dolorida e desagradável que seja. O final da história é surpreendente.

“Desaparecido para sempre” faz parte do acervo da Biblioteca Católica SC. Boa leitura!

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31/10 – Halloween

2017.10.27 - halloween

O Halloween é na semana que vem! Confira as nossas sugestões de leitura para comemorar a data. Apavorantes leituras!

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A zona morta (Stephen King)

“Após passar cinco anos em coma profundo, Johnny Smith, um simples professor, acorda de seu estado inconsciente não reconhecendo certos objetos. Segundo os médicos, Johnny está com uma área de seu cérebro danificada, a qual eles chamam de Zona Morta. Entretanto, este será o menor dos problemas na vida de Johnny daqui para frente. Ele agora é capaz de, com um simples aperto de mão, saber fatos do passado das pessoas e prever seu futuro. Para aqueles que estão a sua volta, esta é uma dádiva. Para Johnny, não passa de uma maldição. Com isso, o professor torna-se popular, atraindo um número crescente de pessoas em busca de previsões. Mas, ao apertar a mão de Greg Stillson, um inescrupuloso político norte-americano, Johnny será atormentado por uma visão apocalíptica. Ele será, então, obrigado a tomar uma decisão que pode mudar não só a sua, como a história de todo o mundo.”

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Histórias extraordinárias (Edgar Allan Poe)

“Nestes contos Edgar Allan Poe imaginou algumas das mais conhecidas histórias de terror e suspense da literatura, tramas que migraram da ficção direto para o imaginário coletivo do Ocidente. É o caso de “O gato preto”, a tenebrosa história de um assassinato malogrado, ou de “O poço e o pêndulo”, que apresenta uma visão macabra da ansiedade da morte. Pioneiro dos contos de mistério, como “A carta roubada” e “O escaravelho de ouro”, Poe deu a seus personagens notável profundidade psicológica. Usando de diversos artifícios narrativos inovadores, criava climas e situações aterrorizantes.”

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Drácula (Bram Stoker)

“Drácula é uma história de vampiros e lobisomens, de criaturas que estando mortas permanecem vivas. É também uma história de pessoas corajosas que se lançam à destruição de uma insólita e maléfica ameaça. Como quer que seja, permanece intacta nestas páginas a mesma emoção de milhões de leitores e espectadores que penetraram na história que se inicia num castelo desolado nas sombrias florestas da Transilvânia. Lá, um jovem inglês é mantido em cativeiro, à espera de um destino terrível. Longe dele, sua noiva bela e jovem é atacada por uma doença misteriosa que parece extrair o sangue de suas veias. Por trás de tudo, a força sinistra que ameaça suas vidas: Conde Drácula, o vampiro vindo do fundo dos séculos.”

o médico e o monstro

O médico e o monstro (Robert Louis Stevenson)

“O médico e o monstro Seria possível sintetizar a parcela de maldade que nos compõe e nos livrar dela, nos tornando seres inteiramente bons? E caso fosse possível, seria desejável? O médico e o monstro narra a história de um homem respeitado, cujas relações com um personagem sórdido, de aparência grotesca, faz com que seus amigos desconfiem de que ele está sendo vítima de chantagem. Empenhados em ajudá-lo a libertar-se desse suposto explorador, começam a investigar os vínculos entre os dois homens. A psicanálise reafirmaria as ideias propostas no livro, mostrando a presença irrefutável, em cada um de nós, de um Mr. Hyde mau, deformado, inescrupuloso e vingativo, e de um Dr. Jekyll bom, agradável, virtuoso e humano.”

 

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Dica de Leitura – Gatos

2017.06.28 - gatos

Hoje, a dica de livros é para os amantes de gatos. Confira nossas sugestões e boa leitura!

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Dewey: um gato entre livros (Vicki Myron e Brett Witter)

“A rotina da pacata cidade de Spencer, Yowa, Estados Unidos, se transforma após Dewey, um gato, ser encontrado na Biblioteca Pública. A diretora da Biblioteca, que achou o gatinho na caixa de devolução, resolve contar a história e lança o livro, ‘Dewey, um gato entre livros’. O livro escrito por Vicki Myron, com colaboração de Bret Witte é a história real de um gato que fez da biblioteca – e da cidade de Spencer- sua casa e de seus habitantes, os melhores amigos. ‘Dewey, um gato entre livros’  é o exemplo de como um felino pode trazer alegria, amor e vida a uma população que, até sua chegada, parecia apática.”

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Gatinhos: uma celebração fotográfica (imagens de Hunton Getty Picture Collection)

“Este livro é uma celebração da beleza, da graça e da inteligência dos nossos amigos felinos. Os gatinhos são retratados em fotos divertidas, acompanhadas de frases de grandes apaixonados por gatos, como Leonardo da Vinci, Mark Twain e Charles Darwin.”

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Garfield (Jim Davis)

“Aqui vocês vão encontrar 2.582 tiras de pura diversão. Um verdadeiro presente para os amantes de gatos e de quadrinhos, com histórias do bichano mais gordo e guloso de que já se teve notícia. Garfield apronta de tudo, ao lado de Jon (o fiel dono) e seu amigo Lyman, Pooky (o fofíssimo ursinho de pelúcia), Odie (o cachorro bobalhão que tanto sofre nas suas mãos) e Liz (a veterinária que foge das investidas de Jon). É impossível resistir ao charme desse felino. Com seu pêlo laranja, seu humor explosivo e vários quilos a mais, Garfield conquista a todos. É só não mexer na sua lasanha, deixá-lo dormir até tarde e não chamá-lo de fofo para que ele abra um sorrisão. Ah, e não convidar Nermal, o adorável gatinho dos pais de Jon, para visitá-lo nas férias. Porém não espere que Garfield saia correndo para caçar ratos, afinal ele não é um gato qualquer, mas o gato mais amado dos quadrinhos.”

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Striptiras (Laerte)

“Neste segundo volume da coleção Striptiras, Laerte apresenta alguns de seus mais famosos personagens: o Grafiteiro, Gato & Gata e Vizinhos. Gato & Gata são os protagonistas de uma série para o cinema e a televisão. De quadrinho em quadrinho, vão até o Egito, em busca da safira do faraó.”

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Dica de Leitura – Cinderela chinesa

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Em novembro de 1937, nasceu, na China, uma menina chamada Yen Jun-ling. Pouco tempo depois a mãe dela faleceu, o que fez com que seus irmãos achassem que ela trazia azar. Seu pai casou novamente, e com a esposa teve mais dois filhos. Ignorada pelo pai e pela madrasta, a menina contava com a ajuda e o carinho de seus avós e uma tia, que moravam junto com a família.

Na primeira semana em que começou a estudar, Yen Jun-ling, apareceu com uma medalha e um diploma, por ter sido a melhor aluna da classe naquela semana. Embora seus irmãos a maltratassem de várias formas, o pai dela ficou orgulhoso pelo desempenho da menina. A pequena chinesa continuou, então, a se esforçar nos estudos, para agradar ao pai. Seu maior contentamento passou a ser a escola, e sentir a alegria de seus professores e colegas com seu esforço.

A avó de Yen Jun-ling faleceu. Niang, a madrasta, passou a mandar na casa. Eles haviam se mudado, a casa tinha três andares, e os cinco irmãos tinham restrições, enquanto que o filho e a filha mais nova tinham uma vida melhor. As coisas só pioravam para a menina. Cada vez mais estudava, e começou a escrever. Ignorada, maltratada física e verbalmente, era nos estudos e nas escritas que ela podia esquecer um pouco de sua vida.

Em mais uma das férias em que ficou no internato, Yen Jun-ling soube de um concurso de peças teatrais para crianças falantes de inglês no mundo todo. Incentivada por uma das madres, a menina fez a inscrição e escreveu uma peça, dedicando-a ao seu avô. Meses depois, ainda sem resposta do concurso, o avô faleceu. Niang a chamou e disse que logo ela teria que largar os estudos e procurar um emprego, pois eram muitos filhos para arcar com as despesas. De volta à escola, a chinesa escreveu várias cartas aos pais, pedindo que a deixassem ir para a Inglaterra, onde os dois irmãos mais velhos já estavam estudando e para onde o terceiro iria.

Um dia, o motorista da família apareceu para levá-la para casa. Seu pai a havia chamado. Ela vencera o concurso, e tinha saído no jornal. Além da medalha, recebeu um prêmio de 50 libras esterlinas. Ela teve, então, a permissão para ir para a Inglaterra. Adeline – o nome ocidental da menina – formou-se em Medicina, casou-se e teve dois filhos.

Antes mesmo de aparecer a Cinderela na Europa, já havia uma história de uma garota chinesa, órfã, que ficou as cuidados da madrasta. Houve uma festa e ela foi escondida. Lá conheceu um nobre guerreiro, mas teve que fugir da madrasta. Ela acabou perdendo um dos sapatos, o que fez com que ele a encontrasse, eles se casaram e viveram felizes.

“Cinderela chinesa” faz parte do acervo da Biblioteca Joinville. Boa leitura!

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Dica de Autores – J. R. R. Tolkien

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John Ronald Reuel Tolkien nasceu em 03 de janeiro de 1892, na África do Sul, onde seu pai trabalhava como banqueiro. Aos três anos, o pai faleceu e ele, sua mãe – Mabel – e seu irmão mudaram-se para a Inglaterra. John começou a ler cedo, e também a escrever. Com a morte da mãe, ele e o irmão ficaram aos cuidados de um sacerdote por um tempo.

Em 1914, Tolkien noivou com Edith e eles se casaram em 1916.Tolkien formou-se em Letras. Voluntariou-se durante a Primeira Guerra Mundial. Doente, foi dispensado, e durante sua recuperação, começou a escrever algumas histórias que, se tornariam, mais tarde, “O silmarillion”, sua obra mais amada, embora não muito conhecida.

Tornou-se filólogo e professor universitário, sendo especialista em anglo-saxão. Na década de 1920, surgiu “O hobbit” e anos depois, “O senhor dos anéis”. Mesmo já existindo escritores célebres de ficção e fantasia, Tolkien é conhecido como “pai da moderna literatura fantástica”. E muitos autores contemporâneos inspiraram-se no universo criado por ele.

Os estudos de línguas antigas e modernas, especialmente o finlandês, serviram de base para a sua criação de gramáticas e idiomas, como o élfico. Suas obras já foram traduzidas para mais de cinquenta idiomas, e continuam influenciando, e recebendo adaptações para as mais diversas mídias.

John e Edith tiveram quatro filhos. Ela  faleceu em 1971. No ano seguinte, Tolkien recebeu o diploma de Doutorado Honorário em Letras da Universidade de Oxford, e foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico, pela rainha Elizabeth II – o que o tornou Sir John Ronald Reuel Tolkien. Em 2 de setembro de 1973, o escritor faleceu.

Alguns fatos da vida de Tolkien possivelmente repercutiram em suas histórias. Ainda na infância, foi mordido por uma grande aranha. Um dos lugares em que morou era perto de uma fábrica com duas grandes torres, que talvez tenham sido influência para as torres de “O Senhor dos Anéis”. Em um passeio num bosque, Edith dançou para ele, daí veio a inspiração para a personagem Lúthien, umas das mais importantes personagens de O silmarillion, e que teve uma história de amor com Beren. No túmulo onde foram enterrados Edith e Tolkien, aparecem os nomes de Luthien e Beren.

A Biblioteca Católica SC tem, em seu acervo, alguns livros de J. R. R. Tolkien. Boa leitura!

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Dica de Leitura – Uma viagem através dos mitos

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Mais do que trazer apenas os mitos, esse livro dá a explicação e o significado deles, trazendo os sentidos e os aspectos psicológicos. São histórias das mais diversas civilizações, que podem nos ajudar a entender a vida e a enfrentá-la da melhor forma.

O livro segue a linha da vida: inicia nas relações com os pais e os familiares, e vai até a morte, passando pela busca pela autonomia, relacionamentos e vocação. Pode ser lido totalmente, ou apenas uma parte.

“Uma viagem através dos mitos: o significado dos mitos como um guia para a vida” faz parte do acervo da Biblioteca católica SC. Boa leitura!

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Dica de Leitura – Flush: memórias de um cão

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Flush era um Cocker Spaniel que viveu na Inglaterra nos anos 1800. Pertencia a uma moça que o doou para outra, a senhorita Barrett, para alegrá-la. Elizabeth Barrett, poetisa, tinha problemas de locomoção, e passava boa parte do tempo em seu quarto. No começo, Flush estranhou muito, pois era acostumado com passeios ao ar livre, onde podia correr na grama. Mas leal e companheiro, acostumou-se com a nova vida.

Infelizmente, um dia, Flush foi roubado quando Elizabeth estava saindo de uma loja com a irmã. Os cachorros roubados iam para um lugar ruim e de péssimas condições, e ficavam lá enquanto esperavam seus donos pagarem um certo senhor, que os devolvia. Uma negociação foi feita, mas Flush não era devolvido. A senhorita Barrett, apesar de todos tentarem a dissuadir, foi atrás do cachorro. Ficou impressionada com o local, pois era bem diferente da vida a qual ela estava acostumada. Não conseguiu levar com ela, mas logo ele foi levado de volta.

Flush acompanhou as mudanças na vida de Elizabeth: casamento às escondidas, fuga para a Itália, o nascimento do filho. Nesse outro país, o cachorro passeava livremente, conheceu outros cachorros, e algumas cadelinhas. Até que um dia, depois de anos, velho e cansado, descansou para sempre.

O livro conta a história de Flush do ponto de vista dele. A idéia surgiu quando Virginia Woolf leu as cartas trocadas entre os poetas Elizabeth Barrett Browning e Robert Browning. Nessas cartas, Elizabeth descrevia o cachorro, falava sobre ele. Como um descanso após a escrita de um romance, Virginia Woolf resolveu fazer o livro sobre o Flush. Mas a brincadeira surpreendeu e o livro foi muito bem recebido, tanto pelo público como pelos intelectuais.

“Flush: memórias de um cão” faz parte do acervo da Biblioteca Padre Elemar Scheid. Boa leitura!

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(Ilustração de Edwina, no livro “Flush of Wimpole Street and Broadway”, de Flora Merrill)

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Dica de leitura – O rei de amarelo

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“O Rei de Amarelo” é um livro com uma peça teatral, que afeta profundamente a mente dos que a lêem, e causa efeitos horripilantes.

Este “O Rei de Amarelo” é uma reunião de contos de Robert W. Chambers, que conta, nos primeiros quatro textos, histórias de pessoas que leram o livro, e como ficaram afetadas.

Os dois contos seguintes fazem a transição do fantástico para o realismo presente nos contos posteriores, que são textos românticos sobre a vida boêmia em Paris, no século XIX. Mas cada um parece ter relação com algum outro, ou traz um personagem de nome igual, ou, talvez, sejam os mesmos.

A peça teatral não existe, e já houve tentativas de escrevê-la, mas sem que conseguissem chegar à loucura que autor propôs. A obra de Chambers influenciou grandes nomes, como Stephen King, H. P. Lovecraft, Neil Gaiman e Raymond Chandler. “O rei de amarelo” faz parte do acervo da Biblioteca Joinville. Boa leitura!

“Durante minha convalescência, comprei e li pela primeira vez O Rei de Amarelo. Lembro, depois de terminar o primeiro ato, que me ocorreu que era melhor parar por ali. Arremessei o volume na lareira, mas o livro bateu na grade protetora e caiu aberto no chão, iluminado pelas chamas. Se não tivesse visto de passagem as primeiras linhas do segundo ato, eu nunca teria terminado a leitura, mas, quando me levantei para pegá-lo, meus olhos grudaram na página aberta, e com um grito de horror, ou talvez tenha sido de alegria, tão pungente que o senti em cada nervo, afastei o objeto das brasas e voltei em silêncio e tremendo para meu quarto, onde o li e o reli, e chorei, e ri e estremeci com um terror que às vezes ainda me assola.”

(Trecho do conto O reparador de reputações)

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Dica de autores – Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade

Carlos Drummond de Andrade nasceu em 31 de outubro de 1902, em Itabira do Mato Dentro – MG. Em 1916 teve que interromper seus estudos no colégio interno, por motivos de saúde. No ano seguinte passou a ter aulas particulares. Voltou ao colégio e em 1919 foi expulso por “insubordinação mental” ao professor de português.

Mudou-se com a família para Belo Horizonte em 1920. Um ano depois, Carlos publicou seus primeiros trabalhos no Diário de Minas. Fez amizade com professores e escritores. Em 1922, o conto “Joaquim do Telhado” venceu o concurso da Novela Mineira.  Conheceu Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral, em 1924.

O escritor casou-se em 1925, e teve um filho – falecido pouco depois de nascer –, e uma filha, que se casou com um argentino e lhe deu três netos.

Concluiu o curso de farmacêutico, mas não trabalhou na área. Começou a lecionar geografia e português, e depois trabalhou como redator-chefe do Diário de Minas. No ano de 1928, publicou “No meio do caminho”. Posteriormente, trabalhou e colaborou em outros lugares.

O primeiro livro seu publicado foi “Alguma poesia”, no ano de 1930. “Brejo das almas” foi em 1934, mesmo ano em que se mudou para o Rio de Janeiro.” Sentimento do mundo” é de 1940, e “Poesias” de dois anos depois. Em 1943 foi publicada a sua tradução do livro de François Mauriac. Carlos Drummond de Andrade recebeu, em 1946, o Prêmio de Conjunto de Obra, da Sociedade Felipe d’Oliveira. O escritor seguiu publicando suas obras e traduzindo outras, e recebeu outros prêmios.

Em 1958, uma pequena seleção dos poemas foi publicada na Argentina. O escritor ainda teve seus textos traduzidos para outros idiomas. Foram lançados, em 1978, dois LPs com poemas lidos por Carlos Drummond de Andrade. Após 64 anos se dedicando ao jornalismo, encerrou sua carreira como cronista regular.

Devido a uma insuficiência cardíaca, em 1986, o poeta ficou hospitalizado durante quatorze dias. Abalado pela morte de sua filha, vítima de câncer, Carlos Drummond de Andrade faleceu em 17 de agosto de 1987.

A Biblioteca Católica SC tem, em seu acervo, livros de Carlos Drummond de Andrade. Boa leitura!

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